
Évora: Revisão do Plano de Urbanização admite mais de 7.000 novos fogos
A nova proposta de revisão do Plano de Urbanização (PU) de Évora aponta para o crescimento da cidade, prevendo mais de 7.000 novos fogos, expansão de áreas económicas e criação do ‘cluster’ de saúde, foi hoje anunciado.
“A cidade tem que crescer e tem que haver mais oferta de habitação de todas as tipologias e de espaços para investimento, desde o industrial ao terciário”, afirmou hoje à agência Lusa o presidente da Câmara de Évora, Carlos Zorrinho (PS).
Em comunicado, o município destacou que a nova proposta da 4.ª revisão do PU, apresentada na segunda-feira, prevê a construção de mais de 7.000 novos fogos, expansão de áreas económicas e criação do ‘cluster’ de saúde junto ao futuro hospital”.
Nas declarações à Lusa, o autarca salientou que esta proposta “aumenta a capacidade de construção e os espaços possíveis para investimento”, assim como “estabelece muito mais equilíbrio com mais algumas zonas verdes”.
O crescimento da cidade é “uma das principais” ideias desta proposta e “a mais sonante”, admitiu o autarca, revelando como novidade a inclusão do ‘cluster’ de saúde junto ao futuro hospital que “o documento técnico não previa”.
Questionado sobre a criação de um serviço urbano de transporte público metrobus, previsto na anterior versão, Zorrinho indicou que “é um projecto que fica desenhado e previsto, mas não é para já”, alegando falta de condições financeiras da câmara.
O autarca socialista explicou que esta nova proposta tem como base a versão técnica, apresentada há pouco mais de um ano durante a anterior gestão CDU da autarquia, e já inclui alterações resultantes dos contributos de políticos e da população.
Proposta «não está fechada»...
“Esse processo contou com a audição das várias forças políticas e esteve também em consulta pública”, pelo que “a versão que, entretanto, foi enviada para parecer das entidades já tem muitas alterações em relação à versão técnica”, realçou.
Assinalando que a proposta “não está fechada”, o presidente da câmara disse que o documento aguarda os pareceres das entidades responsáveis, como a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), para voltar à discussão pública.
“Ontem [segunda-feira] mesmo lançámos um período de discussão informal e queremos mobilizar o maior número possível de cidadãos, porque consideramos que este plano vai marcar a vida da cidade na próxima década, no mínimo”, sublinhou.
Carlos Zorrinho previu que este processo de participação fique concluído em Setembro, com a introdução de eventuais novas alterações que resultem de contributos de cidadãos e votação do documento final em reunião de câmara.
“Em Outubro, se tudo correr dentro dos prazos, será publicado no Diário da República e será o novo PU de Évora”, acrescentou.
De acordo com a Câmara de Évora, “a proposta admite a construção de mais de 7.000 fogos, o que poderá permitir à cidade acolher cerca de 15.000 novos residentes”, prevendo “o reforço da capacidade de acolhimento de actividades económicas”.
“O solo urbano destinado a este fim totalizará cerca de 90 hectares, contemplando a expansão do Parque de Indústria e Tecnologia de Évora (PITE) e do Parque Industrial e de Actividades Económicas (PIAE), a criação de uma nova área empresarial na zona norte e uma plataforma logística a sudoeste”, adiantou.
A criação do ‘cluster’ de saúde com 42 hectares nas proximidades do futuro Hospital Central do Alentejo, integrando o polo de saúde da Universidade de Évora, e a introdução de um novo modelo urbano assente na promoção do transporte público são outras das propostas.
Lusa/DI
















