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Senhorios e inquilinos são o maior obstáculo à eficiência energética dos edifícios, revela estudo
A coordenação entre senhorios e inquilinos é o principal desafio enfrentado pelos investidores imobiliários europeus na melhoria da eficiência energética dos edifícios, superando mesmo as dificuldades financeiras, segundo um estudo divulgado pela tecnológica re:sustain.
O inquérito, realizado junto de 200 gestores institucionais de activos imobiliários no Reino Unido, Alemanha, França, Países Baixos, Espanha e Itália, que representam um património sob gestão de cerca de 296 mil milhões de euros, conclui que a obtenção do apoio dos inquilinos e a redução do impacto das obras na actividade das empresas são os maiores entraves à modernização dos imóveis.
De acordo com o estudo, 72% dos inquiridos apontam a dificuldade em conseguir a adesão dos inquilinos às medidas de eficiência energética como o principal desafio, enquanto 58% referem a necessidade de alterar os comportamentos dos ocupantes para reduzir o consumo de energia. Um terço destaca ainda as dificuldades de coordenar intervenções em edifícios com vários inquilinos e de minimizar as perturbações provocadas pelas obras.
O impacto operacional é considerado um factor crítico: 72% dos gestores admitem que o risco de perturbação da actividade dos ocupantes já os levou a adiar ou cancelar projectos de reabilitação energética.
Além dos desafios relacionados com os inquilinos, os investidores continuam a enfrentar barreiras financeiras. O acesso a financiamento, os elevados custos iniciais de modernização de sistemas técnicos, como climatização, iluminação e gestão inteligente dos edifícios, o aumento dos custos de construção e os longos prazos de retorno do investimento surgem entre as principais preocupações.
Segundo a re:sustain, os gestores acreditam que reduzir as interrupções na actividade dos inquilinos e reforçar a colaboração entre proprietários e ocupantes seriam as medidas com maior impacto para acelerar a melhoria da eficiência energética dos seus portefólios.
A empresa afirma que a sua tecnologia, baseada em gémeos digitais (digital twins) dos edifícios, permite optimizar o desempenho energético sem necessidade de grandes investimentos iniciais nem interrupções na actividade dos ocupantes. De acordo com a re:sustain, os edifícios que utilizam esta solução registam, em média, poupanças anuais de energia de 37%, com uma implementação entre quatro e seis semanas.
















