
Wunderflats entra em Portugal com 240 apartamentos em Lisboa
A plataforma europeia de arrendamento Wunderflats entrou no mercado português com um portefólio inicial de mais de 240 apartamentos em Lisboa, reforçando a sua estratégia de expansão na Europa, onde já soma mais de 63.000 unidades distribuídas por oito países.
A operação centra-se no segmento de arrendamento mobilado de média duração — a partir de um mês — dirigido sobretudo a profissionais internacionais, expatriados e nómadas digitais. A empresa aposta num processo totalmente digital, com contratos padronizados, verificação de identidade e de solvência, procurando simplificar o acesso à habitação a partir do estrangeiro.
A entrada em Portugal surge num contexto de crescente atractividade de Lisboa para talento qualificado e empresas tecnológicas, mas também de maior complexidade no acesso à habitação, especialmente para quem chega de fora. A Wunderflats posiciona-se como uma solução intermédia entre o arrendamento tradicional e o alojamento de curta duração, oferecendo maior previsibilidade para senhorios e maior segurança para inquilinos.
Além de integrar operadores institucionais, a plataforma permite também a participação de proprietários privados, que mantêm controlo sobre a disponibilidade dos imóveis, beneficiando de um processo estruturado de selecção de inquilinos e de rendimentos mais estáveis.
Portugal assume um papel estratégico na expansão da empresa, a par de mercados como Alemanha, França, Áustria e Bélgica, estando também previstos reforços em países como Espanha, Itália e Suíça. Segundo a Wunderflats, a mobilidade laboral na União Europeia continua a crescer, com quase metade das mudanças motivadas por razões profissionais.
Nos mercados onde já opera, a plataforma apresenta uma taxa média de ocupação de 95% e contratos com duração média de cinco meses, indicadores que sustentam o seu posicionamento como alternativa flexível no mercado habitacional europeu.
Fundada em Berlim em 2015, a Wunderflats emprega mais de 150 pessoas e aposta na digitalização do arrendamento como resposta às novas dinâmicas de mobilidade e trabalho na Europa.















