Logo Diário Imobiliário
CONSTRUÍMOS
NOTÍCIA
JPS Group 2024Porta da Frente
Actualidade
Mercado de escritórios arranca 2026 com crescimento em Lisboa e estabilidade no Porto

 

Mercado de escritórios arranca 2026 com crescimento em Lisboa e estabilidade no Porto

16 de março de 2026

O mercado de escritórios iniciou 2026 com desempenhos distintos em Lisboa e no Porto. Segundo o relatório Office Flashpoint da JLL, a ocupação de escritórios na capital cresceu 55% nos dois primeiros meses do ano, enquanto no Porto a actividade manteve-se em linha com o mesmo período de 2025.

Entre Janeiro e Fevereiro, foram ocupados 17.250 metros quadrados de escritórios em Lisboa, distribuídos por 24 operações, enquanto no Porto se registaram quatro transacções, totalizando cerca de 2.500 metros quadrados.


Lisboa com maior dinamismo

De acordo com a consultora, a maior dimensão e liquidez do mercado de Lisboa contribuem para uma dinâmica mais forte, apesar das limitações na oferta de novos espaços disponíveis.

As Novas Zonas de Escritórios e o Parque das Nações foram as áreas mais activas no início do ano, concentrando 34% e 33% da área ocupada, respectivamente.

Em termos sectoriais, destacaram-se as empresas de serviços, responsáveis por 28% da área contratada, e o sector de TMT’s & Utilities (tecnologia, media, telecomunicações e utilities), com 34% da absorção.


Actividade mais contida no Porto

No Porto, a escassez de espaços disponíveis continua a limitar o volume de operações. A Zona Empresarial do Porto concentrou 69% da área ocupada, enquanto o sector de TMT’s & Utilities representou 85% da procura no período analisado.


Fevereiro com desaceleração

No mês de Fevereiro, a ocupação de escritórios registou uma desaceleração mensal em ambas as cidades. As empresas contrataram 7.200 metros quadrados em Lisboa e 400 metros quadrados no Porto, o que representa quedas de 28% e 80%, respectivamente, face a Janeiro.

Entre as principais operações em Lisboa destacou-se a instalação da Servdebt, que ocupou 1.450 metros quadrados num edifício localizado no Parque das Nações.

Segundo a JLL, apesar da desaceleração pontual, não há sinais de abrandamento estrutural da procura. As empresas continuam interessadas em novos escritórios, num contexto de consolidação dos modelos de trabalho e de perspectivas económicas relativamente positivas para Portugal, embora a instabilidade geopolítica internacional esteja a aumentar a cautela nas decisões de investimento.