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Uma em cada dez casas para arrendar em Portugal desaparece do mercado em menos de 24 horas

 

Uma em cada dez casas para arrendar em Portugal desaparece do mercado em menos de 24 horas

19 de maio de 2026

São Miguel lidera com 50% dos anúncios retirados em menos de um dia. Lisboa está em 12%, mais do dobro do Porto. Évora e Beja destacam-se no interior.

Cerca de 11% das casas anunciadas para arrendar no idealista durante o primeiro trimestre de 2026 estiveram menos de 24 horas disponíveis antes de sair do mercado, segundo uma análise do marketplace imobiliário. O dado ilustra a pressão sobre a oferta de arrendamento num contexto de procura persistentemente elevada.

A maior velocidade de absorção regista-se fora dos principais centros urbanos. A ilha de São Miguel, nos Açores, lidera com uma taxa de arrendamento expresso de 50% — metade das casas anunciadas saíram do mercado em menos de um dia. Seguem-se os distritos de Beja, Évora, Guarda e Vila Real, todos com 33%. A Madeira (19%), Santarém (18%) e Faro (17%) apresentam também valores acima da média nacional.

Entre os principais mercados do país, Braga regista uma taxa de 13%, seguida de Lisboa (12%) e Setúbal (11%). O Porto apresenta o valor mais baixo entre os grandes centros urbanos, com apenas 7%.

Ao nível das capitais de distrito, Ponta Delgada lidera com 50% e Évora com 40%. Beja regista 33%; Braga e Lisboa, 13%; Castelo Branco, 11%; Funchal e Setúbal, 10%. Nas cidades com menor pressão, Leiria ficou nos 4% e o Porto nos 6%. Vila Real foi o único mercado sem qualquer registo de arrendamento em menos de 24 horas durante o período analisado.