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Portugal vai ter 70 novos hotéis até 2028, com aposta no segmento de luxo

Imagem Adobe Stock

Portugal vai ter 70 novos hotéis até 2028, com aposta no segmento de luxo

18 de março de 2026

Portugal deverá reforçar a sua oferta turística com 70 novos hotéis e mais de 7.500 camas até 2028, numa estratégia cada vez mais centrada no segmento de gama alta e luxo. Segundo dados da consultora JLL, cerca de 60% da nova capacidade prevista corresponde a unidades de categoria superior, evidenciando a mudança estrutural do sector para um turismo de maior valor acrescentado.

Metade dos novos projectos ficará concentrada na Área Metropolitana de Lisboa, consolidando a região como principal destino de turismo ‘premium’ no país e reforçando a sua atractividade junto de investidores internacionais.

O dinamismo do sector é também visível nos números de 2025, ano em que foram inauguradas 83 novas unidades hoteleiras, acrescentando cerca de 4.080 camas à oferta nacional. Apesar de representar o volume mais baixo de nova oferta dos últimos cinco anos, os hotéis de cinco estrelas concentraram cerca de um terço das aberturas e registaram um crescimento de 5% nas dormidas, acima da média do mercado.


O novo ME 5* do Grupo Meliá em Lisboa.


No mesmo período, o investimento em hotelaria atingiu 480 milhões de euros, com as transacções a incidirem sobretudo em activos de quatro e cinco estrelas, reflectindo o crescente interesse por unidades de maior qualidade.

Os indicadores operacionais confirmam a robustez do sector. Em 2025, a taxa média de ocupação em Portugal fixou-se nos 67,6%, com Lisboa a atingir 73,5% e o Porto 69,3%. O preço médio por quarto situou-se nos 166 euros a nível nacional, subindo para 176 euros na capital. Já a receita por quarto disponível (RevPAR) alcançou os 112 euros, com Lisboa a liderar com 129 euros.

O turismo em Portugal voltou também a bater recordes, com 32,5 milhões de hóspedes e 82,1 milhões de dormidas, reforçando a trajectória de crescimento sustentado do sector, ainda que com sinais de estabilização após o forte impulso pós-pandemia.

Paralelamente, observa-se uma maior diversificação geográfica da procura, com regiões como o Norte, o Alentejo e a Península de Setúbal a ganhar peso, enquanto destinos tradicionais, como o Algarve, apresentam uma redução da sazonalidade.

No conjunto, refere a consultora JLL, estes indicadores apontam para um sector hoteleiro mais maduro, resiliente e orientado para segmentos de maior valor, consolidando Portugal como um dos destinos turísticos mais atractivos da Europa.