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Portugal no radar europeu: Lisboa destaca-se na retoma do investimento em escritórios

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Portugal no radar europeu: Lisboa destaca-se na retoma do investimento em escritórios

13 de fevereiro de 2026

O mercado europeu de escritórios prepara-se para um novo ciclo de investimento em 2026 e Portugal surge entre os destinos mais atractivos, com Lisboa a reforçar o seu posicionamento junto dos investidores internacionais.

De acordo com o relatório European Office Investment – Q4 2025 da Savills, a yield prime média na Europa manteve-se nos 4,9% no final do ano passado. Em Lisboa, fixou-se em 4,75%, um nível competitivo face a Madrid (4,80%) e superior ao de mercados como Milão (4,25%), Paris (4,00%) e Londres West End (3,75%). Este diferencial coloca a capital portuguesa como um dos mercados com melhor equilíbrio entre rendimento e potencial de valorização.

A estabilização das yields, a recuperação da confiança dos investidores e o aumento da liquidez estão a impulsionar a retoma. Nos mercados do Sul da Europa, onde se inclui Portugal, a escassez de activos prime e a melhoria do desempenho ocupacional sustentam o interesse crescente.


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Segundo Frederico Leitão de Sousa, Head of Offices da Savills Portugal, 2025 marcou o regresso da dinâmica ao mercado, prevendo-se que 2026 seja um ano de consolidação, com novas transacções de referência e maior presença de investidores institucionais internacionais.

O capital estrangeiro tem vindo a reforçar a sua posição. A quota de investimento cross-border em escritórios europeus aumentou entre 2024 e 2025, reflectindo a procura por mercados estáveis e com oferta limitada de produto de qualidade. Em Lisboa, esta pressão adicional poderá acelerar a absorção do stock disponível e favorecer alguma compressão das yields.

Do lado da ocupação, o mercado mantém sinais positivos. A Savills antecipa uma subida média de 3,7% nas rendas prime europeias em 2026. A escassez de espaços de qualidade e o aumento de 67% nos custos de fit-out nos últimos cinco anos têm levado muitas empresas a optar pela renovação de contratos, permitindo aos proprietários captarem aumentos de renda.

Num contexto em que a Oxford Economics projecta um crescimento de 1% do PIB da Zona Euro em 2026 e de 1,6% em 2027, com o Sul da Europa entre as regiões mais dinâmicas, Portugal afirma-se como um dos mercados mais competitivos para investimento em escritórios prime, beneficiando de estabilidade, qualidade de activos e renovada confiança dos investidores.