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Oferta de quartos aumenta 79% e procura recua 44% no último ano, revela idealista

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Oferta de quartos aumenta 79% e procura recua 44% no último ano, revela idealista

5 de fevereiro de 2026

A oferta de quartos para arrendar em Portugal cresceu 79% no quarto trimestre de 2025 face ao mesmo período de 2024, enquanto a procura caiu 44%, segundo uma análise divulgada pelo idealista. Os dados evidenciam um desfasamento significativo entre oferta e procura neste segmento do mercado habitacional.
Apesar do forte aumento da oferta, o preço mediano nacional dos quartos fixou-se nos 480 euros por mês, registando ainda uma ligeira subida anual de 1%, o que indica uma relativa resistência dos preços, sobretudo nos principais centros urbanos.
Oactual ajustamento do mercado, segundo o portal,resulta sobretudo do aumento expressivo da oferta, que reduziu a pressão sobre cada anúncio, tornando o mercado mais equilibrado, embora o arrendamento de quartos continue a ser uma solução procurada por estudantes, jovens profissionais e pessoas em mobilidade.
A quebra da procura foi generalizada na maioria das capitais de distrito, com as maiores descidas a registarem-se em Portalegre (-69%), Guarda (-56%), Coimbra (-49%), Porto (-44%) e Lisboa (-40%). Em contraciclo, Évora (+47%), Vila Real (+34%), Funchal (+27%) e Setúbal (+20%) registaram aumentos no número de interessados por quarto.

Do lado da oferta, os maiores crescimentos ocorreram em Coimbra e Bragança (ambas +133%), seguidas do Porto (+93%), Portalegre (+76%), Ponta Delgada (+62%), Guarda (+60%) e Viana do Castelo (+59%).

Os preços mantiveram-se globalmente estáveis, com subidas mais expressivas no Funchal (+17%), Coimbra (+10%), Viana do Castelo (+8%), Setúbal (+7%) e Castelo Branco (+7%). Em sentido inverso, registaram-se descidas na Guarda (-7%), em Lisboa (-5%) e em Portalegre (-4%).


Lisboa com preço mediano de 570€/mês

Lisboa continua a ser a cidade mais cara para arrendar um quarto, com um preço mediano de 570 euros por mês, seguida do Funchal (525 euros) e do Porto (450 euros). Já os mercados mais acessíveis são a Guarda (200 euros), Bragança (220 euros) e Vila Real (240 euros), o que traduz uma diferença de preços de quase três vezes entre a cidade mais cara e a mais barata.

A análise do idealista baseia-se nos dados do quarto trimestre de 2025, considerando apenas cidades com uma base estável de anúncios e um mínimo de 30 quartos disponíveis, comparando a evolução da oferta, da procura e dos preços face ao mesmo período de 2024.