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Habitação
Famílias gastam 82% do rendimento para arrendar casa e 76% para comprar

Imagem gerada por IA

Famílias gastam 82% do rendimento para arrendar casa e 76% para comprar

18 de agosto de 2026

O esforço financeiro das famílias para aceder à habitação continua elevado em Portugal. No segundo trimestre de 2026, arrendar uma casa exigia, em média, 82% do rendimento familiar, enquanto a compra representava 76%, segundo uma análise do idealista.

No mercado de arrendamento, Faro apresenta a taxa de esforço mais elevada, atingindo 101% do rendimento familiar, seguida do Funchal (99%) e Lisboa (80%). Porto (69%) e Setúbal (66%) surgem também entre as cidades onde o peso das rendas é maior.

No extremo oposto encontram-se Portalegre, com uma taxa de esforço de 30%, Guarda e Castelo Branco, ambas com 31%, Beja (33%) e Bragança (34%).


Funchal e Lisboa lideram esforço na compra

Na aquisição de habitação, Funchal é a cidade onde o esforço financeiro é maior, correspondendo a 115% do rendimento familiar. Seguem-se Lisboa, com 99%, Faro (84%) e Porto (82%).

Aveiro apresenta uma taxa de 72%, enquanto Setúbal, Braga e Ponta Delgada registam 58%. Viana do Castelo chega aos 56% e Leiria aos 54%.

A situação é bastante diferente nas cidades do interior. Guarda apresenta a menor taxa de esforço para comprar casa, de 20%, seguida de Portalegre e Castelo Branco, ambas com 23%, Bragança (27%), Beja (30%) e Vila Real (31%).

Estas seis cidades são as únicas entre as 20 analisadas onde o esforço para aquisição de habitação se mantém igual ou abaixo dos 33% do rendimento familiar, nível utilizado no estudo como referência.

Os dados mostram também diferenças significativas entre comprar e arrendar. Em várias cidades do interior, a aquisição apresenta taxas de esforço inferiores às do arrendamento, enquanto nos principais mercados urbanos e turísticos ambas as opções continuam a absorver uma parcela elevada dos rendimentos familiares.