
Museu do Mobiliário de Paredes
Paredes ganha um Museu dedicado ao Mobiliário
O Museu do Mobiliário de Paredes, instalado no antigo Mosteiro de Vilela, monumento classificado de interesse nacional, vai inaugurar oficialmente em meados de outubro, tendo recebido o Alto Patrocínio do Presidente da República a 2 de setembro de 2026.
No antanto, já abriu portas para uma visita experimental no passado dia 29 de setembro, no âmbito da III Bienal Internacional das Artes em Madeira de Paredes (BIAMP). Na mesma data da visita experimental, foi inaugurada a exposição "Filhos da Terra, Filhos da Floresta", com curadoria de Helena Mendes Pereira. Esta exposição central da BIAMP estará patente até 30 de novembro na sala de exposições temporárias, estendendo-se a mais três salas do museu e reunindo obras de artistas plásticos de várias gerações que exploram a madeira em forma, cor e textura.
O presidente da Câmara Municipal de Paredes, Alexandre Almeida, afirmou que o museu "será uma referência nacional, sem dúvida, mas também internacional e que irá projetar o potencial deste território e do mobiliário, a nossa principal indústria, e permitirá, ainda, potenciar o desenvolvimento do turismo industrial em Paredes".
O museu oferece uma visão histórica do processo de produção e fabrico de mobiliário, desde a seleção da madeira até à peça final, exibindo ferramentas, móveis e cadeiras icónicas de autor que integram o espólio da exposição permanente. Apresenta ainda testemunhos digitais de empresas e empresários locais, exposições temporárias de arte, bem como atividades interativas e criativas destinadas a famílias.
A coleção municipal funciona como um diálogo entre arte e tradição, inspirado no universo do mobiliário em madeira, convidando a descobrir um espaço onde a madeira guarda a memória do território.
Este é o primeiro museu municipal do concelho e representa um investimento de cerca de três milhões de euros, dos quais dois milhões foram comparticipados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O Mosteiro de Vilela, onde o museu está instalado, tem origens no século X, é classificado como imóvel de interesse público desde 2013 e é propriedade do município de Paredes.
A intervenção no edifício focou-se na requalificação e valorização do património, criando um espaço dedicado a celebrar a memória e a história da principal indústria local. O autarca Alexandre Almeida destacou a aposta na cultura e na perpetuação "da arte ancestral da talha, da madeira e do mobiliário, que naturalmente, irá estar à disposição da comunidade local e de quem nos visita".
O projeto do museu é da autoria dos arquitetos Rui Dinis e Henrique Marques, do gabinete Spaceworkers, sediado em Paredes.
O museu contará com uma sala de exposição permanente, áreas para exposições temporárias, um auditório, um espaço para demonstrações ao vivo de técnicas de transformação da madeira, incluindo a arte da talha, uma incubadora de design, e zonas de apoio com restaurante e bar. O espólio é constituído por peças doadas que foram objeto de estudo e classificação.



















