
Espanha lança fundo de 120 mil milhões para impulsionar investimento e reforçar habitação acessível
O Governo espanhol vai lançar no segundo trimestre deste ano o fundo público-privado España Crece, uma iniciativa que pretende mobilizar cerca de 120 mil milhões de euros em investimento produtivo, com a habitação acessível como uma das prioridades centrais.
Gerido pelo Instituto de Crédito Oficial (ICO), o fundo contará com uma injecção inicial de 13,3 mil milhões de euros — provenientes do Plano de Recuperação — reforçando estruturalmente a capacidade do banco público de fomento. Com estes recursos, o ICO poderá investir directamente até 60 mil milhões de euros e alavancar coinvestimento privado até atingir o montante global previsto.
Habitação no centro da estratégia
Entre os eixos prioritários está a construção de habitação para arrendamento acessível e social, considerada pelo executivo como um dos principais desafios económicos e sociais do país.
O objectivo é aumentar a oferta disponível e viabilizar projectos que, devido a rendas controladas e horizontes de investimento longos, exigem soluções de financiamento adaptadas e partilha de risco com o sector privado.
O modelo prevê financiamento de longo prazo, incluindo — quando necessário — componentes não reembolsáveis para assegurar a sustentabilidade económica das operações, bem como instrumentos de capital para reforçar os promotores.
De acordo com o Governo, esta arquitectura poderá mobilizar até 23 mil milhões de euros para o segmento do arrendamento acessível, permitindo a construção de cerca de 15 mil novas habitações por ano.
Continuidade dos fundos europeus
O España Crece prolonga o impulso dos fundos Next Generation EU para além de 2026, ano de conclusão do actual Plano de Recuperação, e abrangerá também investimentos na transição verde e em sectores inovadores como biotecnologia, food-tech e economia dos cuidados.
O executivo sublinha que o ICO actuará como catalisador, atraindo capital privado e acelerando projectos estratégicos, com o objectivo de reforçar a competitividade e a coesão territorial da economia espanhola.















