
Obra-prima arquitectónica do gabinete Patkau Architects no Canadá

Villa assinada por Patkau Architects, ao norte de Vancouver, no Canadá

Villa assinada por Patkau Architects, ao norte de Vancouver, no Canadá
Mercado residencial de luxo: Casas assinadas por arquitectos de renome ganham estatuto de “activo de colecção”
As propriedades residenciais projectadas por arquitectos de prestígio continuam a registar elevada procura e a evidenciar uma valorização estável em diferentes geografias. Num contexto de maior selectividade por parte dos compradores de topo, a qualidade arquitectónica, o rigor conceptual e a integração com a envolvente tornaram-se factores determinantes na decisão de investimento.
Segundo Stuart Siegel, director global do Private Office da Engel & Völkers, os imóveis com assinatura de arquitectos reconhecidos tendem a preservar melhor o valor no longo prazo, independentemente das oscilações conjunturais do mercado. A combinação entre excelência construtiva, planeamento sustentável e identidade própria é vista como um elemento diferenciador num segmento cada vez mais competitivo.
O perfil do comprador internacional também evoluiu. De acordo com a mediadora internacional, cresce o interesse por projectos que respeitam a especificidade do local e privilegiam a escala humana, afastando-se de uma estética meramente moderna e padronizada. A procura incide em soluções arquitectónicas contemporâneas que dialoguem com a paisagem e criem uma ligação fluida entre interior e exterior.
Neste segmento, algumas propriedades assumem mesmo o estatuto de “arte habitável”. Casas que carregam a assinatura de arquitectos, designers de interiores ou paisagistas de renome são encaradas como activos singulares, capazes de reforçar e diversificar um portefólio imobiliário internacional.
Entre os exemplos actualmente no mercado, a mediadora internacional de origem alemã destaca uma moradia com vista mar em Hubbards, no Canadá, desenhada por Omar Gandhi, anunciada por cerca de 4,4 milhões de dólares canadianos (2,7 M€); uma villa nas colinas de Son Vida, em Palma de Maiorca, projectada por Matteo Thun e colocada à venda por aproximadamente 36 milhões de euros; e uma propriedade em Nice, com projecto de Jean Nouvel, avaliada em cerca de 16 milhões de euros.
Nos Estados Unidos e Canadá, surgem ainda projectos como o “Monitor’s Rest”, em Park City, assinado pela CLB Architects, ou uma residência em Whistler concebida pela Patkau Architects, ambos marcados por uma forte integração na paisagem e por soluções arquitectónicas orientadas para a luz natural e a privacidade.
Num mercado global de luxo onde a diferenciação é essencial, a arquitectura de autor afirma-se, assim, não apenas como expressão estética, mas como factor estratégico de valorização patrimonial.



















