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Arrendar casa em Portugal já custa, em média, 1.335 euros por mês

 

Arrendar casa em Portugal já custa, em média, 1.335 euros por mês

28 de abril de 2026

Arrendar casa em Portugal custa, em média, 1.335 euros por mês, enquanto o preço médio de compra se fixa nos 435 mil euros. Os dados mais recentes do Imovirtual revelam um mercado cada vez mais fragmentado, onde as dinâmicas de preços variam significativamente entre regiões.

No arrendamento, as diferenças são particularmente visíveis. As Ilhas destacam-se como a zona com maior pressão nos preços, com rendas médias de 1.200 euros e subidas expressivas tanto mensais como anuais. A Ilha Terceira é um dos casos mais extremos, com valores a dispararem de 400 para 1.100 euros num ano, enquanto a Ilha de São Miguel atinge os 1.200 euros. Já a Madeira apresenta maior estabilidade, com rendas em torno dos 1.550 euros.

No sul do país, os valores rondam os 1.000 euros, com destaque para Faro (1.450 euros) e Setúbal (1.290 euros). Em sentido inverso, Beja regista quebras, reflectindo menor pressão da procura.

O norte evidencia sinais de estabilização, com rendas médias de 900 euros e variações moderadas. Ainda assim, há excepções como Braga e Vila Real, onde os preços continuam a subir. Já no centro, os valores mantêm-se mais acessíveis, com média de 786 euros, embora Lisboa continue a destacar-se como o mercado mais caro do continente, com rendas de 1.800 euros.

Compra segue padrões distintos

Também no mercado de compra se confirma esta divergência regional. Apesar da média nacional de 435 mil euros, o norte surge com valores elevados entre as regiões analisadas, fixando-se nos 350 mil euros. Distritos como Aveiro e Braga continuam a valorizar, enquanto o Porto apresenta uma evolução mais contida.

O centro destaca-se pelo crescimento mais acelerado, com preços médios de 287.500 euros e subidas anuais significativas, sobretudo em Leiria e Santarém. Em contraciclo, Lisboa regista uma ligeira correção anual, sinalizando possível ajustamento após anos de forte valorização.

No sul, os preços mantêm-se relativamente mais acessíveis, com média de 260 mil euros, embora Faro continue a destacar-se com valores mais elevados. Já nas ilhas, a valorização é a mais expressiva do país, com aumentos superiores a 70% num ano.

Um mercado cada vez menos uniforme

Segundo Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, “o mercado é hoje cada vez menos homogéneo, com regiões a crescer rapidamente enquanto outras estabilizam ou corrigem”.

A análise do portal imobiliário confirma uma mudança estrutural: o imobiliário em Portugal deixou de seguir uma tendência única e passou a reflectir realidades locais muito distintas, onde factores como oferta, procura e características específicas de cada região determinam o ritmo de evolução dos preços.