
Antiga sede da Fidelidade Seguros vai ser transformada em hotel e branded residences
A Cushman & Wakefield e a JLL concluíram a venda do edifício histórico situado no Largo do Calhariz, antiga sede da Fidelidade Seguros, que será reconvertido num projecto de hotelaria de qualidade superior com branded residences.
O activo, com cerca de 20.000 metros quadrados, é composto por dois palácios do século XVIII — o Palácio Calhariz-Palmela e o Palácio Sobral — localizados entre o Bairro Alto e o Chiado. A venda foi realizada pela Cerberus Capital Management e pela FS Capital, tendo como comprador o Arab Bank Switzerland.
O financiamento da aquisição e da reabilitação foi assegurado pela Cheyne Capital, através de um empréstimo sénior de 135,7 milhões de euros. O projecto prevê a criação de um hotel de cinco estrelas com mais de 150 quartos, cerca de 50 residências de marca hoteleira e uma área comercial no piso térreo, com conclusão estimada para 2029.
A gestão de activos ficará a cargo da Savills Investment Management, enquanto o desenvolvimento do projecto será assegurado pela Quest Capital.
Segundo Gonçalo Garcia, responsável de hotelaria da Cushman & Wakefield, “esta transacção vem consagrar a cidade de Lisboa como verdadeiro destino turístico internacional, tanto ao nível do volume de investimento à escala global como na tracção obtida junto de grupos hoteleiros que manifestaram o seu interesse na oportunidade que o edifico representa”, acrescentando que “foi um processo longo, em que foi necessário assegurar, em estreita relação com o Atelier do arquitecto Frederico Valsassina, a garantia de mudança de uso para hotelaria, validando assim as expectativas do proprietário e potenciais investidores.”. Já Augusto Lobo, responsável de Commercial Capital Markets da JLL, sublinha que a transacção reforça o posicionamento da capital como destino de referência para investimento imobiliário institucional de elevado valor.
A operação surge num contexto de crescimento sustentado do setor hoteleiro em Portugal, marcado pela procura por unidades de gama alta e por projectos integrados em edifícios históricos, numa tendência que tem vindo a atrair capital internacional para o mercado lisboeta.














