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Se eu mandasse na habitação: Oito decisões que mudavam tudo
O Diário Imobiliário perguntou à IA: Se fosse o Governo que medidas tinha de tomar para resolver a crise da habitação em Portugal. Veja as respostas. Concorda?
Se o objectivo fosse mesmo resolver estruturalmente a crise da habitação em Portugal, não bastaria uma medida isolada — seria preciso atuar em várias frentes ao mesmo tempo, com impacto direto na oferta, custos e acesso. Eis as principais decisões que fariam diferença real:
1. Acelerar o licenciamento (medida mais urgente)
Grande parte do problema começa aqui.
- Prazos máximos obrigatórios para aprovação de projectos
- Aplicação efectiva do deferimento tácito
- Digitalização total dos processos
- Responsabilização das entidades públicas por atrasos
👉 Sem previsibilidade, a construção continua bloqueada e cara.
2. Aumentar significativamente a oferta
Sem mais casas, os preços não descem.
- Programas públicos para construir habitação acessível
- Parcerias com privados (build-to-rent)
- Mobilização de terrenos públicos para habitação
- Incentivos fiscais à construção de gama média
👉 O objectivo teria de ser duplicar ou triplicar a produção anual.
3. Reduzir custos de construção
Construir em Portugal é caro e demorado.
- Incentivos à industrialização da construção
- Redução de IVA em projectos de habitação acessível
- Simplificação de normas técnicas redundantes
- Apoio à inovação e novos materiais
👉 Casas mais baratas começam na fase de obra.
4. Melhorar o acesso ao crédito
Para muitas famílias, o bloqueio é financeiro.
- Garantias públicas para jovens na entrada inicial
- Linhas de crédito bonificado direccionadas
- Revisão das regras de esforço para perfis estáveis
👉 Sem acesso a financiamento, a procura “real” fica excluída.
5. Desenvolver o mercado de arrendamento
O arrendamento tem de ser uma alternativa viável.
- Estabilidade fiscal e regulatória para investidores
- Incentivos ao arrendamento de longa duração
- Segurança jurídica para proprietários e inquilinos
- Programas públicos de renda acessível
👉 Um mercado de arrendamento forte reduz pressão na compra.
6. Reabilitar e colocar casas no mercado
Há milhares de casas subutilizadas.
- Incentivos à reabilitação urbana
- Penalização de imóveis devolutos em zonas de pressão
- Simplificação de obras em edifícios antigos
👉 Mais oferta pode vir do que já existe.
7. Descentralizar o país
A pressão está concentrada em poucas zonas.
- Incentivos fiscais para viver fora dos grandes centros
- Investimento em transportes e mobilidade
- Apoio à fixação de empresas no interior
👉 Resolver Lisboa e Porto passa por desenvolver outras regiões.
8. Estabilidade legislativa (crucial)
O sector precisa de previsibilidade.
- Evitar mudanças constantes nas regras
- Criar um quadro claro para investidores
- Garantir confiança a longo prazo
👉 Sem estabilidade, o investimento abranda.
Conclusão
A crise da habitação não é apenas um problema de preços — é um problema de estrutura.
Sem aumentar a oferta, reduzir custos e criar confiança no sistema, qualquer medida será apenas paliativa.
👉 No fundo, a prioridade do Governo teria de ser clara:
Fazer chegar mais casas ao mercado, mais rápido e a preços que as pessoas consigam pagar.














