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Rendas em Lisboa sobem 2,6% e invertem tendência de descida, enquanto no Porto caem 3,2%

 

Rendas em Lisboa sobem 2,6% e invertem tendência de descida, enquanto no Porto caem 3,2%

26 de outubro de 2026

As rendas residenciais em Lisboa voltaram a crescer no terceiro trimestre de 2026, aumentando 2,6% face ao mesmo período do ano passado, enquanto no Porto caíram 3,2%, aprofundando a tendência de descida. Os dados da Confidencial Imobiliário evidenciam dinâmicas distintas nos dois principais mercados de arrendamento do país.

De acordo com o Índice de Rendas Residenciais, que acompanha a evolução das novas rendas contratadas, Lisboa inverteu o ciclo de correção registado há um ano, quando a variação homóloga se situava em -2,9%. No Porto, pelo contrário, a descida agravou-se face aos -1,5% registados no terceiro trimestre de 2025.

A recuperação do mercado lisboeta também se refletiu na evolução trimestral. Entre abril e junho e julho e setembro, as rendas aumentaram 2,3%, o crescimento em cadeia mais expressivo dos últimos dois anos. Esta evolução contrasta com o período anterior, marcado por variações trimestrais negativas e, mais recentemente, por uma fase de estabilização, com oscilações entre -0,3% e 0,7%.

No Porto, as rendas recuaram 2,9% face ao trimestre anterior, depois de terem aumentado 1,8% no segundo trimestre. A alternância entre períodos de crescimento e de correção evidencia a volatilidade que tem caracterizado este mercado ao longo do último ano.

T1 arrendam-se mais depressa do que T2

Em Lisboa, a renda mensal média contratada para um apartamento usado de tipologia T1 atingiu 1.188 euros no terceiro trimestre, enquanto um T2 foi arrendado, em média, por 1.545 euros mensais.

Os apartamentos de menor dimensão registaram uma colocação mais rápida no mercado, demorando cerca de dois meses a ser arrendados. Nos T2, o tempo médio de absorção foi de três meses.

No Porto, a renda média mensal contratada para um T1 usado fixou-se em 896 euros, enquanto a de um T2 chegou aos 1.229 euros. Também neste mercado, os T1 foram arrendados mais rapidamente, com um prazo médio de dois meses, face aos três meses necessários para os T2.

Os dados do terceiro trimestre mostram, assim, uma evolução divergente entre Lisboa e Porto: enquanto a capital recupera dinamismo e regressa ao crescimento das rendas, o mercado portuense regista uma correção mais acentuada.