Preços das casas para arrendar aumentaram pelo segundo mês consecutivo, depois de um primeiro semestre marcado por descidas. Lisboa continua a ser a cidade mais cara, enquanto o Algarve regista a maior subida entre as regiões.
A renda média contratada, mantém-se elevada nas duas principais cidades do país: 1.615 euros em Lisboa e nos 1.275 euros no Porto.
A renda mediana dos 149.628 novos contratos de arrendamento para habitação celebrados em 2025 foi 9,7% superior à registada no ano anterior, situando-se em 9,29 euros por metro quadrado, avançou hoje o INE.
Observatório do Doutor Finanças revela a primeira correção simultânea dos preços de venda e das rendas em vários trimestres, mas comprar casa continua a exigir cerca de metade do rendimento das famílias.
Os preços das casas para arrendar em Portugal voltaram a cair em Junho, prolongando uma tendência de descida que já dura há cinco meses. Ainda assim, pressão mantém-se nas principais cidades.
A Zero - Associação Sistema Terrestre Sustentável indicou hoje que as chegadas de turistas por avião contribuem para o aumento das rendas das casas em Portugal.
A Associação dos Inquilinos Lisbonenses (AIL) considerou que a falta de fiscalização aos senhorios no arrendamento acessível "é uma falha na governação" e "afecta gravemente a credibilidade do programa".
O mercado imobiliário português continua com comportamentos distintos entre regiões e segmentos, com o arrendamento a manter altos níveis de pressão e a compra a dar sinais de maior estabilização.
Cerca de metade das principais ruas de comércio de luxo da Europa deverá registar aumentos de renda em 2026, contrariando a desaceleração global observada no mercado internacional de retalho premium.
Dos mais de 21 mil contratos de habitação nos bairros municipais de Lisboa, 63% têm rendas abaixo dos 100 euros e 30% são inferiores a 25 euros, revelou o vereador da Habitação, destacando a importância da oferta pública.