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Preço das casas sobe para 430.500euros, enquanto rendas recuam 3,7% num ano para 1.300 euros

 

Preço das casas sobe para 430.500euros, enquanto rendas recuam 3,7% num ano para 1.300 euros

28 de maio de 2026

O mercado imobiliário português continua a revelar comportamentos distintos entre regiões e segmentos, com o arrendamento a manter elevados níveis de pressão e a compra a dar sinais de maior estabilização. Os dados do mais recente Barómetro do Imovirtual, relativo a maio de 2026, mostram que o valor médio das rendas se fixou nos 1.300 euros, mantendo-se estável face a abril, mas ainda 3,7% abaixo do registado há um ano.

Apesar desta ligeira correção anual, a procura continua elevada em várias zonas do país, sobretudo nos principais centros urbanos e regiões turísticas, num contexto marcado pela escassez de oferta.

As ilhas destacaram-se como a região com maior valorização anual no arrendamento, com uma renda média de 1.150 euros, refletindo um crescimento de 35,3% face ao mesmo período do ano passado. São Miguel lidera esta subida, com rendas médias de 1.200 euros e um aumento homólogo de 50%, enquanto a Ilha Terceira atingiu os 1.100 euros, mais 29,4% em termos anuais. Em sentido inverso, a Madeira registou uma quebra significativa, recuando para 1.450 euros.

No Sul do país, as rendas continuam em alta, com uma média de 1.000 euros, impulsionadas sobretudo pelo Algarve. Faro mantém-se como o distrito mais caro da região, com rendas médias de 1.485 euros, seguido de Setúbal, que atingiu os 1.300 euros. Também Évora registou uma valorização relevante, alcançando os 1.000 euros mensais.

Já no Norte, os preços médios subiram para os 950 euros. O Porto continua a liderar o mercado regional, com rendas médias de 1.200 euros, enquanto Braga e Aveiro se fixaram nos 950 euros. Viseu destacou-se pela maior subida mensal da região, com um crescimento de 16,7%.

O Centro permanece como a região mais acessível do país, com uma média de 825 euros. Ainda assim, Lisboa continua a assumir-se como o mercado de arrendamento mais caro de Portugal, apesar de uma ligeira descida mensal, situando-se nos 1.700 euros.

No segmento da compra de habitação, o preço médio nacional fixou-se nos 430.500 euros, praticamente estável face ao mês anterior, refletindo um mercado em fase de ajustamento após vários anos de forte valorização.

O Centro foi uma das regiões com maior crescimento anual, impulsionado por mercados como Leiria e Santarém, que continuam a atrair procura devido à combinação entre preços mais competitivos e proximidade aos grandes centros urbanos. Lisboa, apesar de continuar a apresentar os valores mais elevados do país, registou uma ligeira correção anual.

No Norte, os preços médios recuaram ligeiramente, embora Porto, Braga e Aveiro continuem a apresentar valores elevados. No Sul, Faro mantém-se entre os mercados mais valorizados, enquanto Portalegre evidenciou uma das maiores subidas percentuais do país.

Nas regiões autónomas, os preços continuam marcados por forte volatilidade. A Ilha Terceira destacou-se pelo crescimento anual expressivo, enquanto a Madeira permanece entre os mercados mais caros de Portugal.

Para Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, os dados confirmam “um mercado cada vez mais fragmentado”, onde as diferenças regionais assumem um peso crescente. “Enquanto algumas zonas começam a evidenciar sinais de estabilização, sobretudo nos mercados mais pressionados, outras continuam a registar valorizações muito expressivas, especialmente em territórios onde a oferta permanece limitada”, afirma.

O barómetro evidencia assim um mercado imobiliário em transição, com sinais de maior equilíbrio na compra de habitação, mas onde o arrendamento continua condicionado pela reduzida oferta disponível e pela forte pressão da procura.