
Procura internacional impulsiona mercado residencial de luxo no Minho
A procura internacional continua a impelir o mercado residencial de luxo no Minho, com Braga e Guimarães a reforçarem o seu peso no segmento premium, segundo o Market Report Portugal 2025-2026 da Engel & Völkers.
De acordo com o relatório, Guimarães registou em 2025 o preço médio de venda mais elevado da Engel & Völkers Minho, fixando-se nos 1.728 euros por metro quadrado, o que representa uma subida de 1,8% face ao ano anterior. Braga apresentou um valor médio de 1.704 euros por metro quadrado, sustentado pelo aumento do número de transacções, sobretudo nos segmentos de apartamentos e habitação de gama média-alta.
O estudo indica ainda que 95% das transacções de moradias premium na região foram realizadas por compradores internacionais, maioritariamente britânicos. As propriedades mais procuradas incluem moradias com jardim, piscina e áreas exteriores, bem como apartamentos modernos com varanda, boa exposição solar e localização central.
Entre as zonas mais procuradas em Braga destacam-se Fraião, Nogueiró, Lamaçães e Gualtar. Em Guimarães, a procura concentra-se no Centro Histórico, Zona de Couros e áreas residenciais nos arredores da cidade.
Escasso recurso ao crédito bancário
O relatório sublinha também o impacto do crescimento económico e tecnológico da região no mercado imobiliário. Braga mantém-se como um dos principais polos tecnológicos do país, apoiada pela Universidade do Minho e pelo Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), enquanto Guimarães continua a beneficiar da valorização do património histórico e da reabilitação urbana ligada ao estatuto UNESCO.
Segundo os dados apresentados, o valor mediano das vendas em Braga atingiu os 1.900 euros por metro quadrado no terceiro trimestre de 2025. Já Guimarães registou uma subida superior a 20% em termos homólogos, alcançando os 1.545 euros por metro quadrado.
O estudo refere ainda que cerca de 95% das transacções habitacionais no segmento premium foram realizadas sem recurso a crédito bancário, com os investimentos ligados à recuperação e construção financiados integralmente por capitais próprios.


















