
Portugal lidera recuperação europeia no investimento em escritórios com 735 milhões
Portugal destacou-se em 2025 como um dos mercados mais dinâmicos da Europa no investimento em escritórios, ao atingir 735 milhões de euros, num ano marcado pelo regresso da confiança dos investidores e pela retoma da actividade no sector.
Os dados foram apresentados pela JLL Portugal, durante um encontro com operadores do mercado em Lisboa, onde se sublinhou que o país registou um crescimento anual de 158%, em contraste com a quebra de cerca de 20% observada na região EMEA.
Capital nacional lidera investimento
O investimento foi maioritariamente assegurado por capital nacional, responsável por 73% do total, seguido por investidores de Espanha (9%) e outros mercados internacionais (18%).
Segundo Augusto Lobo, Portugal está “claramente no radar dos investidores internacionais”, com uma procura cada vez mais orientada para activos core e core+, num contexto de maior selectividade.
Nova oferta em Lisboa e Porto
Ao nível da oferta, Lisboa concentra actualmente cerca de 255 mil metros quadrados de escritórios em construção, enquanto o Porto soma 79 mil m².
Ainda assim, as perspectivas apontam para uma desaceleração da nova oferta nos próximos anos, reflectindo os custos elevados de construção e os desafios associados ao desenvolvimento de novos projectos.
Procura mais exigente redefine o mercado
De acordo com Sofia Tavares, o mercado está a entrar numa nova fase, marcada por uma procura mais exigente, em que factores como localização, sustentabilidade e qualidade do espaço assumem um papel decisivo.
Escritório reforça papel estratégico
Outro dos destaques do encontro foi o papel do escritório na retenção de talento. Dados partilhados pela consultora indicam que 83% dos colaboradores satisfeitos com o seu local de trabalho têm uma atitude positiva face às políticas de presença, reforçando a importância do espaço físico na cultura organizacional.
O desempenho do mercado português confirma, assim, uma recuperação sólida no segmento de escritórios, num contexto europeu ainda marcado por incerteza e ajustamento.















