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Lisboa aprova Área de Reabilitação Urbana do Vale de Santo António com 2.400 fogos previstos

O Vale de St. António será assim. Mas quando?

Lisboa aprova Área de Reabilitação Urbana do Vale de Santo António com 2.400 fogos previstos

 

Lisboa aprova Área de Reabilitação Urbana do Vale de Santo António com 2.400 fogos previstos

 

Lisboa aprova Área de Reabilitação Urbana do Vale de Santo António com 2.400 fogos previstos

 

Lisboa aprova Área de Reabilitação Urbana do Vale de Santo António com 2.400 fogos previstos

 

Lisboa aprova Área de Reabilitação Urbana do Vale de Santo António com 2.400 fogos previstos

25 de março de 2026

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou a delimitação da Área de Reabilitação Urbana (ARU) do Vale de Santo António e o respectivo Programa Estratégico de Reabilitação Urbana, no âmbito de um plano que prevê a construção de 2.400 habitações.

A proposta, apresentada pela Câmara Municipal de Lisboa, foi viabilizada com votos favoráveis de PSD, CDS-PP, IL, Chega, PS, PCP, PAN e PEV. O BE votou contra e o Livre optou pela abstenção.


50 hectares de cidade

Localizado nas freguesias de Penha de França, Beato e São Vicente, o Vale de Santo António abrange cerca de 50 hectares, dos quais 94% são propriedade municipal. Apesar de o plano de urbanização estar em vigor desde 2012, a área mantém-se sem desenvolvimento.
O projecto agora aprovado prevê um investimento estimado de 672 milhões de euros e um prazo de execução de 12 anos. Além das 2.400 habitações, inclui a criação de espaços verdes, equipamentos de ensino, apoio social e infraestruturas desportivas.


A área de intervenção do PUVSA abrange as freguesias da Penha de França e São Vicente e possui 480.000 m2



Definir prioridades e calendarizar

A delimitação da ARU permitirá o acesso a benefícios fiscais, nomeadamente isenções ou reduções no IMT e IMI, bem como aplicação de IVA à taxa reduzida de 6% nas obras.
Durante o debate, a deputada municipal Elisa Madureira (PS), também presidente da Junta de Freguesia da Penha de França, defendeu a necessidade de garantir que as novas habitações sejam efectivamente acessíveis e dirigidas a quem delas necessita, sublinhando ainda a importância de definir prioridades e um calendário detalhado.

Já André Biveti (PS), presidente da Junta de São Vicente, destacou carências existentes no território, como a falta de biblioteca, espaços culturais, equipamentos desportivos e áreas verdes, além da necessidade de reforçar a oferta de transportes públicos.

Pela Iniciativa Liberal, a deputada Angelique da Teresa considerou que o recurso a parcerias público-privadas pode ser uma solução para a construção e gestão de habitação, enquanto o deputado do Livre, João Monteiro, manifestou reservas quanto às isenções fiscais e ao envolvimento de privados, alertando para potenciais impactos negativos para o município.

O vereador da Habitação, Vasco Moreira Rato (independente, indicado pelo PSD), afirmou que o objectivo passa por promover habitação acessível, mobilizando todos os recursos disponíveis, incluindo parcerias, e garantiu que os terrenos públicos não serão alienados.



Segundo o responsável, após a aprovação do plano terá início um processo de auscultação e articulação com entidades locais, nomeadamente juntas de freguesia, sendo também definida posteriormente a calendarização detalhada do projecto.
O plano prevê ainda a criação de um novo parque urbano com ligação ao Tejo, a instalação de cerca de 3 quilómetros de rede ciclável e a implementação do conceito de “cidade dos 15 minutos”, com equipamentos como escola básica, creches, residência de estudantes e unidades de apoio social.

Para já um projecto ambicioso cuja concretização dependerá de vontade, financiamento e ambição política.