
Athena Advisers - Le Télémark aux Deux Alpes
Imobiliário de montanha nos Alpes franceses reforça estatuto de “activo seguro”
A procura internacional, a escassez de oferta e a forte atractividade turística continuam a sustentar a solidez do imobiliário nas estâncias dos Alpes franceses. Este contexto tem vindo a atrair um número crescente de investidores internacionais, incluindo portugueses, que procuram activos imobiliários com potencial de valorização e rentabilidade no arrendamento.
O interesse dos portugueses pelas estâncias de esqui dos Alpes franceses está a crescer, acompanhando uma tendência mais ampla de procura por activos imobiliários seguros e com potencial de valorização a longo prazo. Destinos como Tignes–Val d’Isère, Les Trois Vallées e Portes du Soleil estão entre os mais procurados pelos portugueses para férias de neve, atraindo sobretudo jovens com maior poder aquisitivo e famílias que procuram alojamentos de qualidade e experiências ‘premium’.
De acordo com a Athena Advisers - especialista no mercado imobiliário dos Alpes franceses há mais de duas décadas com forte presença em Portugal - este interesse acompanha a forte dinâmica do imobiliário de montanha, um segmento que continua a demonstrar solidez num contexto global marcado por alguma incerteza no mercado residencial tradicional. Impulsionado por uma procura internacional consistente, escassez estrutural de oferta e elevada atractividade turística, o imobiliário alpino mantém-se como um dos segmentos mais resilientes do mercado europeu.
Procura robusta e preços em valorização nas estâncias alpinas
França conta com cerca de 370 estâncias de esqui, mais de metade situadas nos Alpes, confirmando o papel central desta cordilheira na economia do turismo de inverno e do imobiliário de montanha.
Neste mercado, a oferta divide-se de forma relativamente equilibrada entre apartamentos (52%) e chalés ou casas (48%), embora a procura revele uma preferência ligeiramente superior pelos apartamentos, que concentram 56% das pesquisas.
Segundo dados da plataforma de pesquisa imobiliária Bien'ici, a procura por imobiliário de montanha registou um aumento global de 15% nas pesquisas num ano, reflectindo um renovado interesse por este tipo de activos.
A análise territorial confirma o domínio dos Alpes do Norte, que concentram 50% da oferta nacional e 41% da procura. Com um preço médio de 5.731 €/m², os valores nesta região registaram uma subida anual de cerca de 1%. Já os Alpes do Sul representam 14% da oferta e 20% da procura, tendo registado uma subida de 2% num ano, com preços médios de 3.676 €/m².
No conjunto das estâncias de montanha, os preços aumentaram cerca de 1% no último ano, acumulando desde 2019 uma valorização próxima de 1.000 €/m², acima da média nacional francesa, que evoluiu entre 600 e 700 €/m².
Estâncias ‘premium’ mantêm valores recorde
Nas estâncias mais prestigiadas dos Alpes franceses, os níveis de preços continuam entre os mais elevados da Europa, reflectindo a forte procura internacional e a escassez de oferta.
Segundo dados da Athena Advisers:
• Val d’Isère: 10.000 € a 50.000 €/m²
• Courchevel: 11.000 € a 50.000 €/m²
• Méribel: 10.000 € a 45.000 €/m²
Em contrapartida, algumas estâncias de altitude oferecem valores mais acessíveis, mantendo ainda assim forte potencial de valorização:
• Alpe d’Huez: cerca de 7.365 €/m²
• Les Deux Alpes: cerca de 5.362 €/m²
Estâncias em média altitude:
• Morzine: 8.113 €/m²
• Châtel: 5.530 €/m²
Mercados históricos e consolidados mantêm um forte valor patrimonial:
• Megève: entre 9.000 € e 22.000 €/m²
• Chamonix: média de 9.485 €/m²
Escassez estrutural de oferta sustenta resiliência do mercado
A robustez do imobiliário alpino assenta num conjunto de fundamentos sólidos que contribuem para a sua estabilidade ao longo dos ciclos económicos. Um dos principais factores é o desequilíbrio estrutural entre oferta e procura, resultante da escassez de terrenos disponíveis nas estâncias de montanha e das restrições urbanísticas.
Outro factor relevante é o peso das segundas residências, que representam cerca de 60% do parque imobiliário nas estâncias, face a aproximadamente 10% a nível nacional em França. Esta realidade reduz a rotação de imóveis no mercado e contribui para a escassez de oferta.
Além disso, o imobiliário de montanha beneficia de uma forte procura turística recorrente, alimentada não apenas pelo mercado francês mas também por fluxos internacionais consistentes provenientes de países como Reino Unido, Bélgica, Países Baixos ou Suíça. Esta recorrência atrai um número crescente de potenciais compradores interessados tanto na utilização pessoal dos imóveis como no seu potencial de rentabilidade através do arrendamento.
“A montanha tem um enraizamento cultural muito forte na Europa. Todos os Invernos, entre Dezembro e Fevereiro, milhares de pessoas regressam às estâncias para esquiar. Esta procura regular, combinada com a escassez estrutural de oferta, o peso das segundas residências e a dimensão patrimonial destes activos, explica porque o imobiliário alpino continua a demonstrar uma resiliência e uma estabilidade notáveis que atravessa ciclos económicos”, afirma Charles-Antoine Sialelli, Director para os Alpes da Athena Advisers.

















