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domingo, 29 de novembro de 2020
Habitação by century 21
Aumento dos preços das casas desacelerou em 19 municípios portugueses

Aumento dos preços das casas desacelerou em 19 municípios portugueses

29 de outubro de 2020

No segundo trimestre deste ano, o preço mediano de alojamentos familiares em Portugal foi de 1 187 euros/m2. Um valor inferior ao primeiro trimestre (-1,4%) mas superior ao mesmo período de 2019 (+9,4%), revela hoje o INE.  

O Instituto Nacional de Estatística indica que a evolução da taxa de variação homóloga entre o 1º e 2º trimestre de 2020, de 14,4% para 9,4% evidencia a desaceleração do ritmo de crescimento dos preços da habitação.

No 2º trimestre de 2020 (últimos três meses), três das 25 NUTS III registaram um preço mediano de alojamentos familiares acima do valor nacional – Algarve (1 807 euros/m2 ), Área Metropolitana de Lisboa (1 601 euros/m2 ), Região Autónoma da Madeira (1 310 euros/m2 ) e Área Metropolitana do Porto (1 196 euros/m2 ) – e destas sub-regiões apenas a Área Metropolitana de Lisboa (+10,6%) registou um crescimento homólogo superior ao nacional (+9,4%). Com os maiores crescimentos homólogos destacam-se as sub-regiões Beiras e Serra da Estrela (+25,6%), Região de Leiria (+19,7%), Alentejo Central (+19,5%) e Terras de Trás-os-Montes (+19,4%).

Ppara os municípios com mais de 100 mil habitantes, evidenciando que para 19 dos 24 municípios houve uma desaceleração do ritmo de crescimento dos preços da habitação (municípios abaixo da bissetriz da taxa de crescimento homóloga no 1º e 2º trimestre de 2020), incluindo a generalidade dos municípios das áreas metropolitanas. No caso da Área Metropolitana de Lisboa as exceções foram o Seixal (+ 2,7 p.p.) e Oeiras (+1,0 p.p.) e na Área Metropolitana do Porto, os municípios de Santa Maria da Feira (+7,8 p.p.) e do Porto (+3,1 p.p.). Para além destes quatro municípios, apenas Guimarães (+7,2 p.p.) registou também uma aceleração do crescimento dos preços entre o 1º e 2º trimestre de 2020.

Em 10 dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes a desaceleração do crescimento dos preços, entre o 1º e 2º trimestre de 2020, foi superior ao padrão nacional (-5,0 p.p.), tendo sido particularmente acentuada no Funchal (-15,8 p.p.), em Gondomar (-15,5 p.p.) e, a alguma distância, nos municípios da Maia (-9,0 p.p.) e de Setúbal (-8,0 p.p.).

No 2º trimestre de 2020 (últimos 12 meses), o preço mediano de alojamentos familiares em Portugal foi 1 137 euros/m2 , aumentando +1,8% relativamente ao trimestre anterior e +10,3% relativamente ao trimestre homólogo. O preço mediano da habitação manteve-se acima do valor nacional nas regiões do Algarve (1 682 euros/m2 ), Área Metropolitana de Lisboa (1 550 euros/m2 ), Região Autónoma da Madeira (1 272 euros/m2 ) e a Área Metropolitana do Porto (1 153 euros/m2 ).

No período em análise, 48 municípios apresentaram um preço mediano superior ao valor nacional, localizados maioritariamente nas sub-regiões Algarve (14 em 16 municípios) e Área Metropolitana de Lisboa (15 em 18).

Vender/comprar ou arrendar?

Segundo os dados do INE, em Portugal, o regime de ocupação dominante é o dos proprietários que, em 2011, representava 72% dos alojamentos familiares clássicos ocupados. Esta segmentação do regime de ocupação, traduz-se em intensidades de funcionamento dos mercados de aquisição de habitação e de arrendamento também diferenciadas e que as figuras seguintes evidenciam: em Portugal, no 2º trimestre de 2020 (últimos 12 meses), foram efectuadas 3,5 transacções por 100 alojamentos clássicos enquanto foram celebrados apenas 1,2 novos contratos de arrendamento por 100 alojamentos.

A nível regional, a Área Metropolitana de Lisboa regista maior dinamismo em ambos os mercados: por cada 100 alojamentos clássicos foram transacionados 4 e celebrados 1,6 novos contratos de arrendamento. Pelo contrário, a Região Autónoma da Madeira apresentou a dinâmica mais reduzida no mercado de aquisição e de arrendamento: em 100 alojamentos clássicos 2,3 foram transaccionados e foram celebrados 0,9 novos contratos de arrendamento. Salienta-se ainda a relativa consistência na ordenação dos indicadores de intensidade de transacções e de arrendamento, ao nível das regiões NUTS II.

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