O mercado imobiliário português está a atravessar uma transformação estrutural na composição da sua oferta, marcada pela redução significativa das habitações mais acessíveis e pelo crescimento contínuo do segmento premium, revela o Imovirtual.
Os concelhos da Margem Sul do Tejo estão a afirmar-se como os principais motores da valorização imobiliária na Área Metropolitana de Lisboa, com aumentos homólogos superiores a 30%.
De 67 mil a euros a 1,35 milhões de euros, o mais recente Barómetro de Concelhos do Imovirtual mostra que, em Abril a disparidade entre concelhos no mercado imobiliário está a aumentar.
No 1º trimestre de 2026, as transacções caem 9,4% mas preços da habitação continuam a subir, com aumento de 4,6%, revela o Confidencial Imobiliário.
Uma análise do Imovirtual identifica 111 concelhos com crescimento consistente dos preços, mas ainda abaixo da média nacional de 440 mil euros.
Os preços das casas quase triplicaram entre 2015 e 2025 em Portugal ao aumentarem 180% nestes 10 anos, segundo dados divulgados pelo Eurostat, que indicam que esta foi a segunda maior subida na União Europeia (UE).
Dos 25 municípios mais baratos para arrendar casa em Portugal, Benavente, no distrito de Santarém, ocupa o primeiro lugar, onde o valor mediano é de 5,2 euros/m2, sendo o m2 mais barato do país.
Segundo o índice de preços do idealista, comprar casa tinha um custo de 3.076 euros/m2 no final do mês de Fevereiro, tendo em conta o valor mediano, atingindo novo máximo histórico, pelo 4.º mês consecutivo.
Portugal é o segundo país da União Europeia onde os preços da mais habitação mais subiram desde 2020 e está entre os Estados-membros com menor poder de compra, revelam dados da Pordata.
Dos 50 municípios mais procurados para comprar casa em Portugal, analisados pelo idealista, confirma-se a tendência clara: a procura continua concentrada na periferia de Lisboa.