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terça-feira, 7 de abril de 2020
Arrendamento

Rendas das casas em Portugal aumentam 10,8% no segundo semestre de 2019

26 de março de 2020

O valor médio das rendas da habitação em Portugal aumentou 10,8%, em termos homólogos, no segundo semestre de 2019, fixando-se nos 5,32 euros por metro quadrado (euros/m2), divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

No semestre anterior, a variação homóloga tinha sido de 9,2%.

Segundo o INE, o número de novos contratos diminuiu 6,4%, face ao segundo semestre de 2018 (menos 10,5% no semestre anterior).

Pela primeira vez, desde o início da série (segundo semestre de 2017), as quatro sub-regiões NUTS III aumentaram o número de novos contratos de arrendamento, face ao período homólogo, com o Baixo Alentejo a subir 9%, o Alto Tâmega 8,7%, o Alentejo Central 5,1% e o Médio Tejo 0,8%.

De acordo com as estatísticas de rendas da habitação ao nível local, no período em análise, 39 municípios, localizados maioritariamente na Área Metropolitana de Lisboa e no Algarve, apresentaram um valor mediano superior ao nacional.

Lisboa apresentou o valor mais elevado (11,96 euros/m2), e com valores iguais ou superiores a sete euros/m2 destacavam-se também Cascais (10,71 euros/m2), Oeiras (10,18 euros/m2), Porto (8,83 euros/m2), Amadora (8,33 euros/m2), Almada (7,77 euros/m2), Odivelas (7,67 euros/m2), Matosinhos (7,55 euros/m2), Loures (7,24 euros/m2), Loulé e Albufeira (ambos 7,03 euros/m2), mais três municípios que os assinalados no semestre anterior.

Em Lisboa, as freguesias com valores de renda mais elevados eram as da Misericórdia (14,49 euros/m2), Santo António (14,25 euros/m2), Estrela (14,00 euros/m2), Campo de Ourique (13,98 euros/m2), Santa Maria Maior (13,90 euros/m2) e Parque das Nações (13,55 euros/m2).

No Porto, a União das freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde registaram os valores mais elevados (9,5 euros/m2) e a freguesia de Campanhã registou a maior taxa de variação homóloga (21,8%) mas o menor valor de rendas (7,54 euros/m2).

 O INE avisa no destaque de hoje que a informação não reflete ainda a situação atual determinada pela pandemia covid-19.

“É de esperar que as tendências aqui analisadas se alterem substancialmente”, indica.

LUSA/DI

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