
Euribor sobe nos três principais prazos desde o início do ano
As taxas Euribor a três, seis e 12 meses registaram uma trajetória globalmente ascendente desde o início de 2026, acelerando a partir de abril, numa evolução influenciada pelo agravamento das tensões geopolíticas no Golfo, após a intervenção militar norte-americana, que desencadeou uma subida generalizada dos preços dos combustíveis e reforçou as expectativas de manutenção de taxas de juro mais elevadas.
A Euribor a três meses passou de 2,029% em 2 de janeiro para 2,483% em 17 de julho, o que representa uma subida de 0,454 pontos percentuais. Depois de se manter praticamente estável durante o primeiro trimestre, a taxa começou a aumentar de forma mais consistente em Abril, atingindo 2,312% no primeiro dia útil de julho.
No prazo de seis meses, a Euribor subiu de 2,105% no início do ano para 2,688% em 17 de julho, uma diferença de 0,583 pontos percentuais. A subida mais acentuada ocorreu entre Março e Abril, quando a taxa avançou de 2,131% para 2,488%. Após ligeiras oscilações em Maio e Junho, voltou a aumentar em julho.
A Euribor a 12 meses apresentou a maior subida absoluta entre os três prazos. Começou o ano nos 2,245% e atingiu 2,873% em 17 de julho, mais 0,628 pontos percentuais. A taxa saltou de 2,229% em Março para 2,845% em Abril e alcançou 2,883% no início de Maio. Depois de recuar em Junho e no início de Julho, voltou a aproximar-se desse máximo a meio do mês.
A evolução mostra também uma diferença crescente entre os prazos: a taxa a 12 meses continua acima da Euribor a seis meses, que, por sua vez, permanece superior à taxa a três meses. Esta configuração reflecte condições de financiamento mais elevadas nos prazos mais longos.
A subida das Euribor poderá traduzir-se num agravamento das prestações dos contratos de crédito à habitação com taxa variável que sejam revistos durante este período, embora o impacto concreto dependa do capital em dívida, do prazo do empréstimo, do spread e da periodicidade de revisão.
Os valores apresentados correspondem à cotação do primeiro dia útil de cada mês e à taxa disponível em 17 de julho, não devendo ser confundidos com as médias mensais usadas habitualmente na revisão de muitos contratos de crédito.
Em suma: Quem tem crédito à habitação, ou pretende recorrer a financiamento bancário para comprar casa, enfrenta uma pressão crescente, com a Euribor a aproximar-se dos 3%, impulsionada pela guerra no Golfo, um conflito de duração e desfecho ainda imprevisíveis que está a alimentar a subida generalizada das taxas de juro.
















