
Cinco erros comuns na renovação de sótãos e como evitá-los
Com a pressão sobre o mercado habitacional em Portugal, a renovação de sótãos tem ganho expressão como solução para aumentar a área útil das casas. No entanto, decisões mal planeadas podem comprometer o conforto e elevar os custos das obras.
Segundo a multinacional dinamarquesa VELUX - um dos principais fabricantes mundiais de soluções para iluminação natural e ventilação em edifícios - há cinco erros frequentes neste tipo de intervenções.
O primeiro passa por subestimar a luz natural. A utilização exclusiva de pequenas janelas verticais tende a resultar em espaços escuros e pouco ventilados. Dados do Barómetro de Edifícios Saudáveis indicam que milhões de europeus vivem em casas com iluminação insuficiente, com impacto na saúde.
Outro erro recorrente é ignorar a ventilação. Sótãos acumulam calor e ar viciado, sobretudo no Verão, sendo essencial garantir ventilação eficaz, nomeadamente através de soluções que permitam a circulação vertical do ar.
A escolha de soluções improvisadas em detrimento de sistemas certificados é também apontada como um risco, podendo originar problemas de isolamento, infiltrações e menor eficiência energética.
A ausência de controlo solar é outro factor crítico. Grandes superfícies envidraçadas podem provocar sobreaquecimento, sendo recomendada a instalação de protecções adequadas desde a fase de projecto.
Por fim, a criação de acessos volumosos à cobertura pode reduzir a área útil e afetar o enquadramento urbanístico, sendo aconselhadas soluções mais compactas.
De acordo com a VELUX, o planeamento e a escolha de soluções adequadas são determinantes para garantir que a renovação do sótão se traduz numa valorização efectiva do imóvel e numa melhoria das condições de habitabilidade.


















