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Câmara de Coimbra exerce direito de preferência e compra colégio do século XVI por 1,35 milhões

Fotos da Universidade de Coimbra

Câmara de Coimbra exerce direito de preferência e compra colégio do século XVI por 1,35 milhões

20 de abril de 2026

A Câmara Municipal de Coimbra vai exercer o direito de preferência para adquirir, por 1,35 milhões de euros, o Colégio de São Boaventura, edifício do século XVI localizado na Rua da Sofia e integrado no conjunto classificado como Património Mundial.

A operação consta de uma revisão ao Orçamento Municipal, que prevê a compra de nove fracções do imóvel. A proposta foi aprovada com apenas um voto contra, da ex-vereadora do Chega, Maria Lencastre.

O financiamento resulta de um reforço de receita municipal, nomeadamente de um encaixe de 1,448 milhões de euros associado à contrapartida do processo de reabilitação e concessão da Piscina de Celas.



Segundo o vereador das Finanças, Luís Filipe, a autarquia “vai passar a ser detentora de um colégio na Baixa de Coimbra”, considerando tratar-se de “um bom negócio”, já que o valor é inferior ao anteriormente pedido pelo imóvel, que rondava 1,8 milhões de euros.
A presidente da Câmara, Ana Abrunhosa (PS), justificou a estratégia negocial, afirmando que não teria sido prudente demonstrar interesse público antecipadamente, para não influenciar o preço. Já o vereador da oposição José Manuel Silva (PSD)saudou a aquisição, destacando o aproveitamento da oportunidade.

Em Dezembro de 2025, o imóvel estava colocado à venda por 1,75 milhões de euros, acrescido de duas fracções adicionais — incluindo a antiga nave da igreja — por 750 mil euros, segundo o agente imobiliário Miguel Cunha. Na altura, a autarquia admitia dificuldades financeiras para avançar com a compra.

O colégio começou a ser construído em 1543, tendo sido fundado em 1550 por D. João III e integrado na Universidade em 1566. Após a extinção das ordens religiosas em 1834, foi encerrado e teve diversos usos ao longo dos séculos, incluindo funções comerciais e industriais. Encontra-se atualmente desocupado.

Apesar das alterações e degradação ao longo do tempo, o edifício conserva elementos arquitectónicos relevantes, como a fachada com pilastras e vestígios da antiga capela, além de estruturas interiores como abóbadas e escadarias.

A aquisição insere-se na estratégia municipal de valorização e requalificação da Rua da Sofia, eixo histórico ligado à instalação da Universidade em Coimbra no século XVI e à rede de colégios universitários criados para acolher estudantes.

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