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Habitação
Câmara da Guarda vai reabilitar 60 casas para habitação a custos acessíveis

Guarda Centro Historico - Foto Turismo do Centro

Câmara da Guarda vai reabilitar 60 casas para habitação a custos acessíveis

28 de abril de 2026

A Câmara da Guarda adjudicou hoje, por 2,9 milhões de euros (M€), a reabilitação de 20 casas no centro histórico para habitação a custos controlados e lançou dois novos concursos públicos, no total de 9 M€, com o mesmo objectivo.

Trata-se da ampliação e alteração de 20 imóveis devolutos que o município adquiriu no centro histórico para disponibilizar habitação a custos controlados, no âmbito do PRR [Plano de Recuperação e Resiliência]”, especificou aos jornalistas, no final da reunião quinzenal do executivo, Sérgio Costa, presidente da Câmara da Guarda.


Os procedimentos foram aprovados por unanimidade

A autarquia lançou, entretanto, o concurso público para um segundo lote de reabilitações a realizar na zona antiga da cidade, no valor de 2,9 M€, para mais cerca de 20 edifícios que serão depois disponibilizados no mercado da habitação a custos controlados.

São candidaturas apresentadas pelo município, que fez os projectos, e que tiveram algum atraso, em termos da aprovação das entidades competentes do PRR, mas assim que conseguimos essa aprovação lançámos os concursos”, acrescentou o autarca, eleito pelo Nós, Cidadãos!.

Um outro procedimento foi também lançado pela autarquia, no valor de 6 M€, para ampliação e reabilitação de edifícios municipais situados no centro da cidade, na Guarda-Gare e na zona do Rio Diz.


Guarda, centro - Foto Inst. Politécnico da Guarda


O objectivo é contribuir para a revitalização do nosso centro histórico com a reconstrução de um total de cerca de 60 casas para criar habitação a custos controlados, que é uma necessidade da Guarda”, adiantou Sérgio Costa.

O autarca refere-se a um investimento que ronda os 12 M€“só para habitação” e espera que o mercado responda porque “os imóveis têm que continuar a ser reabilitados e é preciso aproveitar este mecanismo financeiro do PRR”.

Sérgio Costa acrescentou que o município não pode deixar de lançar estes concursos públicos, mesmo que seja numa altura em que o PRR está a caminhar para o fim.

Não podemos baixar os braços para podermos conseguir no todo ou parte do financiamento para a habitação, até porque já se vislumbra ao fundo do túnel alguma luz sobre o futuro do PRR. Neste caso, há boas perspectivas para que haja mais vida para além do PRR”, justificou.

Sérgio Costa afirmou que o município está “a tentar disputar o máximo possível ainda dentro deste quadro comunitário de apoio, mas já acordamos que num próximo, a seguir ao PRR, haja outras fontes de financiamento para a habitação e se faça a transposição de um quadro para o outro”.

Além da habitação a custos controlados, o concurso público de 6 M€contempla também a eficiência energética, acessibilidades e melhoria de zonas comuns de edifícios de habitação social situados na zona da Guarda-Gare e do Rio Diz.

Lusa/DI