
Torre de Belém reabre após um ano de obras de restauro
A Torre de Belém reabriu esta quarta-feira ao público depois de um ano de obras de restauro financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), num investimento de cerca de um milhão de euros. A intervenção é a primeira de fundo desde 1998 e abrangeu a consolidação e limpeza das superfícies pétreas, renovação das caixilharias e modernização das instalações eléctricas.
A pedra de lioz, calcário de origem lisboeta e cor muito clara, recuperou a luminosidade característica da sua trajectória original.
A principal novidade da reabertura é o novo sistema de acesso faseado: entradas de 60 visitantes a cada meia hora, num total de 900 por dia — uma redução face às mais de 400 mil visitas anuais registadas antes do encerramento. A medida visa eliminar as longas filas de espera a que os visitantes estavam sujeitos ao sol e à chuva, reduzindo o tempo máximo de espera para cerca de 20 minutos. A limitação justifica-se também pela escada em caracol da torre, que não permite grande afluência simultânea, e por razões de preservação do monumento.
A direcção não antecipa uma redução significativa de receitas e estuda a realização de visitas nocturnas para compensar a quebra de capacidade diária. Os bilhetes podem ser adquiridos online ou presencialmente na bilheteira do Mosteiro dos Jerónimos. O monumento está aberto das 09h30 às 17h30, com última entrada às 17h00.
Construída entre 1514 e 1520 por ordem de D. Manuel I, a Torre de Belém nasceu como peça central de um sistema de defesa tripartido da barra do Tejo, concebido por D. João II. O estilo manuelino impõe-se na decoração — esferas armilares, cruzes da Ordem de Cristo e elementos naturalistas —, tornando-a num dos exemplos mais emblemáticos da arquitectura portuguesa do século XVI. Classificada Património Mundial da UNESCO em 1983, é hoje um dos monumentos mais visitados do país e símbolo do período dos Descobrimentos.


















