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Subida da Euribor vai aumentar prestação da casa já no próximo mês, alerta a Deco Proteste
A subida recente dos preços da energia e dos combustíveis, agravada pelo contexto internacional marcado pela guerra, está a pressionar a inflação e poderá ter reflexos diretos no aumento das prestações do crédito à habitação nos próximos meses, alerta a Deco Proteste.
Em comunicado, a associação refere que apesar de o Banco Central Europeu (BCE) ter optado por manter as taxas directoras, adoptando uma postura cautelosa face à incerteza económica, os mercados já estão a reagir ao aumento da inflação. As taxas Euribor, utilizadas como indexante na maioria dos contratos de crédito à habitação com taxa variável em Portugal, já inverteram a tendência de descida das últimas semanas e iniciaram a subida que se tem intensificado nos últimos dias.
Desde o início da guerra no Médio Oriente, a Euribor a seis meses, o indexante mais utilizado no crédito à habitação em Portugal, já subiu quase 8,5%. No caso da Euribor a 12 meses, a subida aproximou-se dos 14%.
Se esta tendência se mantiver até ao final do mês, as médias da Euribor em Março deverão aumentar em 5,6% e 13,7%, respectivamente, podendo esta última superar os 2,5. Em comparação com fevereiro, isso significará uma subida das prestações para os contratos cujo banco faça a revisão em Abril.
Segundo as estimativas da Deco Proteste, considerando a evolução já registada ao longo deste mês, uma família com um crédito à habitação de 150 mil euros, a 30 anos, com um spread de 1% e indexado à Euribor a 6 meses, poderá vir a pagar mais 13 euros por mês, pelo menos.
No conjunto das famílias com crédito à habitação com taxa variável em Portugal, o impacto da subida das taxas de juro já observada poderá traduzir-se em cerca de 24 milhões de euros adicionais suportados pelos agregados familiares nos 6 próximos meses.
O aumento não será sentido por todos ao mesmo tempo, já que depende da data em que cada contrato for revisto. Ainda assim, o efeito irá se alastrar a um crescente número agregados durante os próximos meses. Perante este cenário, a Deco Proteste recomenda que os consumidores antecipem possíveis aumentos e actuem já. Este é o momento certo para rever as condições do contrato de crédito à habitação, comparar com as propostas actualmente disponíveis no mercado e avaliar alternativas que possam reduzir o impacto da subida das taxas de juro.
Num contexto de incerteza, a opção por uma taxa mista de curto prazo (até dois anos) pode ser uma solução para quem pretende proteger-se de oscilações mais acentuadas da Euribor no curto prazo.












