
Reabilitação urbana “é a resposta mais rápida” à crise de habitação - secretária de Estado
A reabilitação urbana “é a resposta mais rápida” à crise habitacional, sustentou hoje a secretária de Estado da Habitação, numa conferência em Lisboa, onde foi brindada à porta por activistas do colectivo “Casa para Viver”.
“A casa que está feita é a casa mais rápida para se entregar à família”, afirmou Patrícia Gonçalves Costa, na sessão de abertura da XIII Semana da Reabilitação Urbana, organizada pela Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário, na Lisboa Social Mitra.
Perante a “urgência social de dar respostas no menor espaço de tempo”, a governante reconheceu que “é preciso inverter” o panorama de casas devolutas existente em Portugal, sublinhando que a reabilitação é também garante de sustentabilidade e protecção ambiental.
Ao mesmo tempo, Patrícia Gonçalves Costa assinalou que “integrar a resiliência estrutural na reabilitação não pode ser um luxo, é uma questão de segurança”, referindo, em concreto, a proteção antissísmica do edificado.
Face à “crise muito grande” que se vive na habitação, a secretária de Estado defendeu que é preciso planear.
“Historicamente, Portugal acaba por falhar no planeamento. Não podemos incorrer de novo nesse erro”, vincou, acrescentando que o Governo continua “a trabalhar afincadamente” para cumprir as metas do Plano de Recuperação e Resiliência (fundos europeus), findo o qual será “preciso continuar a construir”, assegurando programas nacionais para o efeito.
“O aumento da oferta faz-se pela construção, mas também se faz pela reabilitação”, concordou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, recordando que a capital tinha duas mil casas vazias que foram já recuperadas, às vezes “com 30, 40 mil euros”.
Na mesma sessão de abertura, Carlos Moedas destacou o programa “De volta ao bairro”, que identificou cerca de 700 casas com as quais pretende fazer regressar os jovens aos bairros históricos, como Alfama ou Mouraria, onde nasceram e viveram.
“Até final de 2026 vamos entregar 100 casas”, disse, defendendo que “a cidade tem de manter a sua alma”.
Lusa/DI














