
Reabilitação da Quinta de Crasto para centro científico vence Prémio Gulbenkian Património 2026
A reabilitação da Quinta de Crasto, em Vairão, Vila do Conde, para instalação da infraestrutura científica BIOPOLIS, foi distinguida com o Prémio Gulbenkian Património – Maria Tereza e Vasco Vilalva 2026. O projeto, da autoria do arquiteto Nuno Valentim, foi executado pela construtora Teixeira, Pinto & Soares (TPS).
A intervenção transformou um antigo conjunto agrícola num centro de investigação dedicado à biologia e à biodiversidade, conciliando a preservação do património arquitetónico com a instalação de laboratórios e espaços de trabalho científico.
O antigo palacete senhorial passou a acolher serviços administrativos, salas de reunião e áreas de convívio. Os edifícios agrícolas foram adaptados a novas funções, incluindo salas para investigadores, espaços polivalentes e laboratórios.
A antiga Casa dos Caseiros e as oficinas foram convertidas em laboratórios secos, enquanto as instalações destinadas aos animais passaram a albergar laboratórios dedicados às plantas. Um antigo sequeiro foi adaptado para receber um laboratório de ADN antigo.
A intervenção incluiu ainda a recuperação da Casa da Eira e da Eira, agora integradas na chamada «Eira Científica», destinada ao encontro e à colaboração entre investigadores.
Na avaliação do projeto, o júri do Prémio Gulbenkian Património destacou a «excecional qualidade patrimonial dos restauros do edificado», a abordagem pluridisciplinar e a relação da intervenção com o território envolvente.
Para Bruno Soares, presidente do conselho de administração da TPS, a distinção demonstra o contributo da engenharia e da construção para a valorização do património através da sua adaptação a novas utilizações.
A TPS, com sede histórica em Amarante e 30 anos de atividade, registou um volume de negócios de 149 milhões de euros em 2025 e iniciou 2026 com uma carteira de obras avaliada em 303 milhões de euros.

















