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Prestações da casa voltam a subir: novos contratos chegam aos 744 euros

 

Prestações da casa voltam a subir: novos contratos chegam aos 744 euros

18 de setembro de 2026

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação voltou a subir em agosto, enquanto a prestação média aumentou quatro euros face a julho. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a prestação já ascende a 744 euros, mais 14,3% do que há um ano.

A taxa de juro implícita no crédito à habitação subiu para 3,162% em agosto, mais 2,7 pontos base do que no mês anterior, segundo os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa manteve-se nos 2,910%, o mesmo valor registado em julho.

A subida das taxas refletiu-se também no valor das prestações. Considerando a totalidade dos contratos em vigor, a prestação média mensal fixou-se em 418 euros, mais quatro euros do que em julho e mais 24 euros, ou cerca de 6%, face a agosto de 2025.

Metade da prestação continua a corresponder ao pagamento de juros. Em agosto, 209 euros (50%) foram destinados a juros e outros 209 euros ao capital amortizado.

Novos contratos já têm prestação média de 744 euros

Nos contratos celebrados nos últimos três meses — correspondentes ao período entre maio e julho de 2026 — a prestação média aumentou 13 euros num mês, para 744 euros. Em termos homólogos, o aumento foi de 14,3%.

Apesar da subida da taxa implícita no conjunto da carteira, o custo dos contratos mais recentes permaneceu relativamente estável. A taxa fixou-se nos 2,910%, sem alteração face a julho. No caso específico dos contratos destinados à aquisição de habitação, a taxa para o total dos contratos aumentou para 3,148%, enquanto nos contratos dos últimos três meses recuou 0,5 pontos base, para 2,897%.

Capital em dívida ultrapassa 80 mil euros

O capital médio em dívida também aumentou em agosto. Para o conjunto dos contratos, atingiu 80.188 euros, mais 725 euros do que no mês anterior.

Entre os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida era significativamente superior, situando-se em 185.812 euros, mais 3.336 euros do que em julho.

Os dados do INE mostram, assim, uma diferença significativa entre a carteira global de crédito e os financiamentos mais recentes: enquanto a taxa média implícita do conjunto dos contratos subiu, a taxa associada aos novos contratos manteve-se estável, mas com prestações médias mais elevadas.

Indicador mede esforço financeiro das famílias

A operação estatística do INE tem como objetivo acompanhar o esforço financeiro assumido pelas famílias e pelo Estado no crédito à habitação. Os indicadores são calculados com base em informação disponibilizada pelas instituições bancárias e abrangem, entre outros elementos, taxas de juro, capital médio em dívida e prestações.

A taxa de juro implícita corresponde à relação entre os juros vencidos no mês de referência e o capital em dívida no início desse mês, antes da amortização.

Os resultados divulgados pelo INE têm por base a informação recebida até 10 de setembro de 2026. O próximo destaque sobre as taxas de juro implícitas no crédito à habitação será divulgado a 21 de outubro.