
habitação
Preços das casas voltam a subir e atingem novo máximo histórico em Portugal
Os preços da habitação em Portugal voltaram a atingir um novo máximo histórico em Julho, mantendo a tendência de valorização que se verifica há nove meses consecutivos. Segundo o mais recente índice de preços do idealista, comprar casa passou a custar, em média, 3.210 euros por metro quadrado, o que representa um aumento homólogo de 8%, embora ligeiramente inferior aos 8,9% registados em Junho.
Em termos trimestrais, a evolução foi praticamente estável, com uma subida de apenas 0,4%, sinalizando algum abrandamento no ritmo de crescimento, mas sem inverter a tendência de valorização do mercado residencial.
Viseu, Portalegre e Guarda lideram subida nas capitais de distrito
A valorização anual foi transversal a todas as capitais de distrito e regiões autónomas analisadas.
Viseu registou o maior aumento dos preços, com uma subida de 20,2%, seguida de Portalegre (19,9%), Guarda (18,7%), Vila Real (18,1%) e Bragança (17,8%). Também Leiria e Faro apresentaram crescimentos de 17%, enquanto Santarém (16,7%), Beja (15,8%) e Coimbra (15,1%) mantiveram um forte dinamismo.
No extremo oposto surgem Lisboa, onde os preços cresceram 4,1%, Ponta Delgada (5,1%), Funchal (8,2%), Porto (8,4%) e Setúbal (9,1%), registando as valorizações mais moderadas entre as cidades analisadas.
Apesar deste crescimento mais contido, Lisboa mantém-se destacadamente como a cidade mais cara do país, com um preço mediano de 6.260 euros por metro quadrado.
Seguem-se Porto (4.276 euros/m²), Funchal (4.036 euros/m²), Faro (3.885 euros/m²) e Setúbal (3.188 euros/m²).
No lado oposto da tabela, Castelo Branco continua a apresentar os preços mais acessíveis, com um valor mediano de 1.041 euros por metro quadrado.
Santarém lidera valorização entre os distritos
Ao nível distrital, todos os mercados registaram aumentos anuais.
Santarém destacou-se com a maior valorização do país, de 23,2%, seguido de Viseu (22,7%), Coimbra (18,3%), Évora (17,4%) e Beja (15,9%).
Também Guarda, Portalegre, Leiria, Braga, Aveiro e Viana do Castelo registaram crescimentos superiores a 13%.
Em contrapartida, Lisboa voltou a apresentar a subida mais moderada, com um aumento de 4,8%, seguida do Porto (7,5%) e Faro (8,3%).
Apesar disso, Lisboa continua a liderar destacadamente o ranking dos preços médios, com 4.781 euros por metro quadrado, seguida do Algarve (4.165 euros/m²), Porto Santo (3.802 euros/m²), Madeira (3.788 euros/m²) e Setúbal (3.446 euros/m²).
A Guarda mantém-se como o distrito mais barato para comprar casa, com um preço mediano de 721 euros por metro quadrado.
Centro é a região onde os preços mais cresceram
A análise regional mostra igualmente uma valorização generalizada.
O Centro registou a maior subida anual dos preços, com 15,1%, seguido do Alentejo (14,7%), Açores (11%), Madeira (10,3%), Algarve (8,3%) e Norte (7,6%).
A Área Metropolitana de Lisboa apresentou o crescimento mais moderado, de 5,6%.
Apesar disso, continua a ser a região mais cara para adquirir habitação, com um preço mediano de 4.463 euros por metro quadrado.
O Algarve ocupa a segunda posição, com 4.165 euros/m², seguido da Madeira (3.788 euros/m²).
Já o Centro permanece como a região mais acessível do país, com um preço mediano de 1.764 euros por metro quadrado.
Mercado continua a valorizar
Os dados do idealista mostram que, apesar do ligeiro abrandamento do ritmo de crescimento anual, o mercado residencial português continua a apresentar uma forte capacidade de valorização, impulsionando os preços para novos máximos históricos.
Segundo a plataforma imobiliária, a atualização da metodologia do índice permitiu excluir anúncios que não representam o mercado residencial tradicional, como o alojamento sazonal, e reforçar os mecanismos de deteção de preços anómalos, garantindo uma leitura mais rigorosa da evolução dos valores da habitação em Portugal.















