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Preços da habitação variam até sete vezes entre distritos em Portugal

Prédio em Lisboa. Foto DI

Preços da habitação variam até sete vezes entre distritos em Portugal

14 de janeiro de 2026

Comprar casa em Portugal continua a evidenciar fortes desigualdades regionais, com diferenças de preço que podem chegar a sete vezes entre distritos, segundo dados do Imovirtual relativos a 2025. As áreas metropolitanas, o litoral e os territórios com maior pressão turística concentram os valores mais elevados, enquanto o interior oferece as opções mais acessíveis.

No topo da tabela, Lisboamantém-se como o distrito mais caro para comprar casa, com um preço médio de 650 mil euros.Seguem-se a Ilha da Madeira(575 mil euros), Faro(530 mil euros), a Ilha de Porto Santo (480 mil euros) e Setúbal(460 mil euros). Nestes distritos, os preços situam-se entre 10% e 55% acima da média nacional, reflectindo a concentração de emprego, investimento e procura.


Castelo Branco, sede do distrito mais acessível.Imagem Google StreetView


Em sentido inverso, o interior do país continua a apresentar os valores mais baixos. Castelo Branco surge como o distrito mais acessível, com um preço médio de 89 mil euros, seguido da Guarda(100 mil euros), da Ilha da Graciosa (110 mil euros), Bragança(115 mil euros) e Portalegre(120 mil euros). Estes valores podem ficar até 79% abaixo da média nacional.

A análise territorial mostra que as áreas metropolitanasregistam um preço médio de 527.125 euros, cerca de 25% acima da média nacional, enquanto o interiorapresenta um valor médio de 164.944 euros, o que corresponde a 61% abaixo dessa referência. Nas ilhas, o preço médio fixa-se nos 286.273 euros, embora com diferenças acentuadas entre mercados premium, como a Madeira, e ilhas de menor dimensão.

No conjunto, a diferença entre o distrito mais caro e o mais barato atinge 7,3 vezes, com um gap absoluto de 561 mil euros, reforçando o histórico desequilíbrio entre litoral e interior no mercado da habitação.

Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, sublinha que a localização continua a ser determinante no acesso à habitação, acrescentando que, apesar dos preços mais baixos no interior, “comprar casa continua a ser um desafio para muitas famílias, tendo em conta o contexto económico e o rendimento disponível”.

Os dados confirmam, assim, que o mercado imobiliário português permanece marcado por assimetrias regionais profundas, com territórios sob forte pressão da procura e outros onde a acessibilidade continua a ser um factor distintivo.