
Obras públicas recuam 28% até Julho, mas Julho apresenta melhor desempenho do ano
O mercado das obras públicas em Portugal manteve uma evolução negativa nos primeiros sete meses de 2026, embora os dados de Julho revelem sinais de recuperação. Até ao final de Julho, o montante global dos concursos de empreitadas de obras públicas promovidos ascendeu a 4.935 milhões de euros, menos 28% face ao mesmo período de 2025.
Apesar da quebra acumulada, Julho registou o melhor desempenho do ano, contribuindo para atenuar a tendência negativa. A recuperação mensal, contudo, ainda não foi suficiente para inverter a contração registada desde o início do ano.
Em termos de número de procedimentos, foram promovidos 3.477 concursos públicos nos primeiros sete meses de 2026, uma redução de 31% em comparação com o período homólogo.
Contratos celebrados também diminuem
Do lado da contratação, o volume de contratos de empreitadas de obras públicas celebrados exclusivamente através de concurso público e reportados no Portal BASE atingiu 1.871 milhões de euros até julho, refletindo uma quebra homóloga de 34%.
Em sentido contrário, os contratos celebrados através de ajuste direto ou consulta prévia mantiveram uma evolução positiva. Esta modalidade registou um crescimento de 20% face ao mesmo período do ano anterior, atingindo 449 milhões de euros em montante adjudicado.
Considerando todas as modalidades, o montante dos contratos de empreitadas de obras públicas celebrados e reportados no Portal BASE até 15 de agosto totalizou 2.547 milhões de euros, menos 28% em termos homólogos.
Quebra contrasta com o crescimento registado em 2025
Os resultados dos primeiros sete meses de 2026 surgem depois de um período de forte crescimento da atividade. Em 2025, o valor acumulado dos concursos públicos promovidos tinha atingido 10.041 milhões de euros, mais 21% do que no ano anterior. No mesmo período, os contratos de empreitadas celebrados totalizaram 7.568 milhões de euros, um crescimento homólogo de 48%.
A evolução registada este ano representa, assim, uma inversão significativa face à dinâmica observada em 2025. Ainda assim, a melhoria verificada em Julho poderá sinalizar uma recuperação da actividade nos próximos meses, embora os dados acumulados continuem a evidenciar uma contração expressiva.
Os dados constam da análise da AICCOPN – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas, com base em informação do Portal BASE.
















