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Mota-Engil, Sede no Porto

Mota-Engil, Sede no Porto

Mota-Engil regista resultado líquido recorde de 74 milhões e carteira histórica de 17,7 mil milhões no 1.º semestre

27 de agosto de 2026

O Grupo Mota-Engil registou no primeiro semestre de 2026 um resultado líquido recorde de 74 milhões de euros, o que representa um crescimento de 24% face ao mesmo período do ano anterior. Este desempenho positivo ocorreu num semestre marcado pelo maior sucesso comercial da história do Grupo, que elevou a sua carteira de encomendas para um novo máximo histórico de 17,7 mil milhões de euros.

O volume de negócios do Grupo atingiu 2.898 milhões de euros, reflectindo um aumento de 6%, enquanto o EBITDA cresceu 10%, para 487 milhões de euros, com uma melhoria da margem para 17%. Estes resultados traduzem níveis inéditos de actividade e rentabilidade para um primeiro semestre, com o Grupo a cumprir plenamente os objetivos do Plano Estratégico FOCUS 2030 nos eixos de crescimento, diversificação e disciplina financeira.

O Grupo alcançou ainda um fluxo de caixa livre (FCF) de 159 milhões de euros, equivalente a 33% do EBITDA gerado, valor que triplica a média do rácio FCF/EBITDA do período 2021-2025 e ultrapassa o mínimo esperado de 25% para o período 2026-2030. No que respeita a investimentos, o CAPEX situou-se em 6,4% do volume de negócios, abaixo do limite de 7% definido para o ano.

Em termos de endividamento, o Grupo manteve rácios alinhados com os objectivos estratégicos, apresentando uma dívida líquida/EBITDA inferior a 2x e uma dívida bruta/EBITDA abaixo de 4x.

Ao nível comercial, a carteira de encomendas ascendeu a 17,7 mil milhões de euros no final de junho, não incluindo contratos posteriores a este mês no valor de 2,5 mil milhões de euros. Entre os contratos assinados destacam-se a extensão do Corredor do Lobito para a República Democrática do Congo, num valor de 1.800 milhões de dólares para uma parceria público-privada a 30 anos, a extensão do projeto ferroviário na Nigéria (Kano-Maradi) por 655 milhões de dólares, a construção de um aeroporto no Peru por 140 milhões de dólares e novas infraestruturas no México avaliadas em 185 milhões de euros.

O aumento da carteira de encomendas em 4,1 mil milhões de euros no primeiro semestre de 2026 supera os 1,7 mil milhões angariados no mesmo período de 2025, marcando o semestre com o maior nível de angariação comercial da história do Grupo. A estratégia manteve a seletividade nos segmentos e mercados, com foco nos mercados core que representam 75% da carteira total de Engenharia e Construção, nomeadamente México (21%), Angola (16%), Brasil (14%), Portugal (12%), Nigéria (7%), Moçambique (3%) e Peru (2%).

Por áreas geográficas, destaca-se o crescimento da actividade em África (+11%), impulsionado pelo segmento de Engenharia Industrial (Contract Mining), que aumentou as vendas em 15%, e na América Latina (+7%), beneficiada pela retoma do mercado mexicano e sinais de crescimento no Brasil.

O EBITDA melhorou em todas as áreas, com destaque para a Engenharia e Construção, onde a margem se incrementou devido a níveis superiores de eficiência, e para o segmento de Ambiente, sobretudo pela contribuição positiva do mercado internacional, resultando numa margem global de EBITDA de 17%.

Face à evolução positiva, o Grupo Mota-Engil reforça a convicção na concretização dos objectivos globais para 2026, conforme o guidance para o primeiro ano do Plano Estratégico FOCUS 2030, que visa alcançar 9 mil milhões de euros de facturação em 2030.

Fundado em 1946, o Grupo Mota-Engil é uma multinacional presente em 23 países, com actividade centrada na construção e gestão de infraestruturas, segmentada em Engenharia e Construção, Ambiente e Serviços, Concessões de Transportes, Energia e Serviços Industriais de Engenharia. A Família Mota detém 40,2% do capital através da FM – Sociedade de Controlo, enquanto a China Communications Construction Corporation (CCCC) detém 31%.