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quinta-feira, 15 de abril de 2021
Habitação by century 21
Preços de arrendamento caem 19,1% no Porto e 15,8% em Lisboa

Preços de arrendamento caem 19,1% no Porto e 15,8% em Lisboa

8 de abril de 2021

Apesar dos preços médios na venda de casa continuarem a subir, em Março, os valores para arrendamento desceram, sobretudo no Porto e em Lisboa. O valor médio em todo o país fixou-se nos 994 euros, menos 14,6% face ao período homólogo.

De acordo com o último estudo do Imovirtual, baseado em dados disponíveis na plataforma, no qual analisa a evolução dos preços médios anunciados de venda e arrendamento em Portugal, relativamente ao arrendamento, Bragança é o distrito que teve o maior crescimento (+2,3%) em março face ao mês anterior ao passar de 372 euros para 381 euros e em seguida neste capítulo surge o Porto (+1,7%) ao passar dos 867 euros para 882 euros. Em sentido inverso, Beja (-14,2%) e Vila Real (-6,5%) apresentam as quebras do preço médio mais significativas na comparação com Fevereiro de 2021.

Na comparação face entre Março deste ano e o mesmo mês de 2020, Viseu (+17,6%) destacou-se com a maior subida ao passar dos 429 euros para 504 euros de valor médio anunciado. Depois surgem a Guarda (+16,8%) e Beja (+13,7%). Os distritos que registaram a maior quebra foram o Porto (-19,1% - de 1.091 euros para 882 euros), Lisboa (-15,8% - de 1.487 euros para 1.252 euros) e Aveiro (-14% - de 725 euros para 623 euros).

Quanto à venda, em termos absolutos, o preço médio anunciado de venda foi de 353.731 euros em Março de 2021 (+1,3% face a Fevereiro de 2021 e +0,4% em relação a Março do ano passado).

Os distritos que mais se destacam pela positiva face a fevereiro são Évora (+9,2%), Lisboa (+2,1%) e Beja (+1,5%). Em sentido oposto, Vila Real (-2,7%) e Leiria (-1%) surgem com os maiores descréscimos.

Se a comparação for feita entre março do ano passado e março de 2021, Beja (+10%) surge com a maior subida ao passar de 126.830 euros para 139.562 euros. Depois aparecem Aveiro (+7,6%) e Santarém (+6%). Portalegre (-12,9%) e Guarda (-6,4%) mantêm-se os distritos com as maiores quebras.

A procura por moradias para compra continua a aumentar. Na comparação entre março de 2021 e o período homólogo do ano anterior verifica-se um crescimento de 96,8%.

“Os maiores distritos portugueses são os que mais se ressentem em termos do valor do arrendamento desde o surgimento da Covid-19. As quebras no Turismo tiveram um impacto tremendo em toda na economia destas grandes cidades e o imobiliário não foi exceção. Mas a procura no nosso Portal continua a aumentar de mês para mês e este é um bom indicador para todo o setor. Por outro lado, o preço de venda continua a manter-se estável e a procura por imóveis de maior dimensão parece ser uma tendência que se irá manter nos próximos tempos”, analisa Ricardo Feferbaum, Director Geral do Imovirtual.

Os dados partilhados referem-se ao comparativo de Março com Fevereiro deste ano e com o período homólogo (março) do ano passado.

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