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Há poucas casas pequenas disponíveis no mercado, T3 e T4 dominam oferta imobiliária em Portugal

12 de maio de 2026

O mercado imobiliário em Portugal está cada vez mais concentrado em habitações de média e grande dimensão. Segundo dados do Imovirtual, os imóveis T3 e T4 representam actualmente 61,6% da oferta disponível, confirmando a predominância destas tipologias no mercado nacional.

Os T4 lideram a oferta com 33,9%, seguidos dos T3, que representam 27,7%. Já as tipologias mais pequenas continuam a ter um peso reduzido: os T2 correspondem a 11,1% da oferta e os T1 apenas a 3,6%, totalizando apenas 14,7% do mercado disponível.

A análise evidencia também diferenças significativas entre apartamentos e moradias. Os apartamentos representam 60,4% da oferta nacional, enquanto as moradias correspondem a 39,6%. Ainda assim, mesmo no segmento dos apartamentos predominam os T3 (36,5%) e os T4 (32,4%). Nas moradias, a concentração desloca-se para tipologias ainda maiores, com destaque para os T5+ (43,6%) e os T4 (36,2%).

Em termos geográficos, a oferta continua fortemente concentrada nos principais centros urbanos. Porto e Lisboa representam, em conjunto, 45,4% da oferta nacional, com quotas de 25,4% e 20%, respetivamente. Seguem-se Setúbal (10,4%) e Faro (9,6%), que reforçam o peso dos mercados secundários no setor residencial.

Lisboa mantém-se como o mercado mais caro

No que diz respeito aos preços, Lisboa mantém-se como o mercado mais caro, com um valor médio de 621 mil euros. A Ilha da Madeira surge logo depois, com 590 mil euros, seguida por Faro, onde o preço médio atinge os 575 mil euros. Em sentido contrário, Viseu apresenta os valores mais acessíveis, com um preço médio de 190 mil euros, enquanto Santarém regista 280 mil euros.

Os dados do Imovirtual mostram ainda uma subida progressiva dos preços consoante a tipologia dos imóveis. Um T1 apresenta um preço médio de 219 mil euros, enquanto um T2 sobe para 275 mil euros. Já os T3 atingem os 336 mil euros, os T4 chegam aos 435 mil euros e os T5+ fixam-se nos 650 mil euros.

Para Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, “a oferta disponível mostra um mercado muito concentrado em casas de média e grande dimensão. Esta realidade reduz a diversidade de opções e torna mais difícil encontrar produto adequado para quem procura uma primeira habitação, vive sozinho ou precisa de soluções mais compactas”.

A responsável sublinha ainda que “o desafio não está apenas no preço, mas também no tipo de casa que existe no mercado”.

Os dados apontam para uma transformação estrutural da oferta habitacional em Portugal, marcada pela crescente predominância de tipologias maiores e pela redução da disponibilidade de soluções mais compactas e potencialmente mais acessíveis.

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