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Grupo Casais defende Build to Rent e construção industrializada para responder à crise da habitação
O Grupo Casais defende que os modelos de Build to Rent e a construção industrializada são as principais respostas estruturais para a crise habitacional em Portugal, num contexto de falta de oferta face a uma procura crescente.
A posição foi apresentada pelo CEO do grupo, António Carlos Rodrigues, durante a conferência “Build to Rent: Da Oportunidade à Execução”, realizada no âmbito do Salão Imobiliário de Portugal, em Lisboa.
Segundo o responsável, o principal entrave ao aumento da oferta não é a falta de capital, mas sim a escassez de promotores disponíveis para assumir o risco do licenciamento e a capacidade de execução das obras. Nesse sentido, o grupo considera que o modelo Build to Rent — assente na construção de habitação para arrendamento — representa uma mudança de paradigma necessária, ao privilegiar a utilização contínua dos imóveis em detrimento da venda.
"A construção industrializada surge como solução para aumentar a produtividade, reduzir prazos e melhorar a qualidade..."
O grupo destacou ainda a parceria com a Sonae Sierra, que dará origem ao que identifica como o primeiro projecto de Build to Rent 100% privado em Portugal.
António Carlos Rodrigues alertou também para a desadequação da legislação actual a este modelo, apontando exigências como a obrigatoriedade de lugares de estacionamento como entraves à viabilidade de projectos orientados para a mobilidade urbana.
Para garantir escala na produção habitacional, o CEO sublinhou a necessidade de industrializar a construção, face à escassez de mão de obra no sector. Segundo o grupo, cerca de um terço dos trabalhadores da construção tem mais de 54 anos, o que antecipa uma redução significativa da força de trabalho na próxima década.
A construção industrializada surge, assim, como solução para aumentar a produtividade, reduzir prazos e melhorar a qualidade, ainda que exija investimentos significativos e maior previsibilidade do mercado.
No final da intervenção, o responsável apelou à colaboração entre os diferentes agentes do sector, defendendo a criação de um ecossistema que permita ganhar escala e adaptar o enquadramento regulatório às novas necessidades do mercado habitacional.

















