
Foto CM de Chaves
Espanhola Cortizo avança com fábrica de 100 milhões em Chaves e prevê até 450 empregos até 2027
O grupo espanhol Cortizo vai investir mais de 100 milhões de euros na construção de uma nova unidade industrial em Chaves, cuja primeira pedra foi lançada a 13 de Fevereiro. O projecto, classificado como Projecto de Interesse Nacional (PIN), deverá entrar em funcionamento no final de 2027 e criar entre 400 e 450 postos de trabalho directos.
A nova fábrica ficará instalada no Parque Empresarial de Chaves, numa área de cerca de 30 hectares, e terá uma área construída próxima dos 80 mil metros quadrados. A unidade será dedicada à transformação de alumínio, integrando tecnologia avançada e sistemas de produção automatizados, cobrindo todo o ciclo produtivo, desde a extrusão até aos acabamentos finais.
Este é um dos maiores investimentos industriais realizados no concelho transmontano e resulta de um processo de cooperação institucional iniciado em 2020 entre o município e a empresa, que permitiu reunir as condições necessárias para a concretização do projecto.
Além da criação de emprego qualificado, a nova unidade deverá ter um impacto relevante na economia local e regional, contribuindo para a dinamização do tecido empresarial e reforçando a atractividade do Alto Tâmega para novos investimentos.
A aposta em Chaves insere-se na estratégia de reforço da presença industrial da Cortizo em Portugal, que passa a assumir um papel crescente na estrutura produtiva do grupo, funcionando como plataforma complementar à Galiza – onde o grupo tem 2 centros produtivos na Corunha - e reforçando a capacidade exportadora para o mercado ibérico e europeu.
Em Portugal, a empresa já conta com operações em Rio Maior, onde se localiza a sua base nacional, e um centro logístico em Vila do Conde, consolidando assim uma presença cada vez mais integrada no país.
No mercado da caixilharia de alumínio, a Cortizo destaca-se por um modelo industrial fortemente verticalizado e orientado para a escala, competindo com outros players como a SAPA, Technal e Reynaers. A nova unidade em Chaves reforça esta posição, ao aumentar a capacidade produtiva e a proximidade aos mercados, num sector cada vez mais exigente e competitivo.
















