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terça-feira, 7 de abril de 2020
Entrevistas

A nova construção direccionada para a classe média, é a que apresenta maior potencial de crescimento

24 de fevereiro de 2020

A facturação da rede imobiliária Century 21 Portugal, superou os 46,9 milhões de euros em 2019, o que representa uma subida de 14% face, realizou 13 291 transacções de venda e o arrendamento registou uma subida histórica de 19%.

Foram ainda realizadas 13 291 transacções de venda de imóveis na o que traduz um aumento de 6%, em relação às 12 539 efectuadas em 2018. O ano também foi marcado por uma forte expansão da rede, que registou um crescimento de 25% das unidades em operação. Iniciaram actividade 20 novas lojas, foram integrados 669 novos elementos e a marca conta agora com 150 unidades suportadas por uma equipa de mais de 3150 colaboradores, a nível nacional.

Ricardo Sousa, CEO da Century 21 Portugal, em entrevista ao Diário Imobiliário revela que o mercado está a estabilizar e que os projectos de construção nova dirigidos à classe média são os que mais irão dinamizar o mercado. Acrescenta ainda que os vistos Gold representam uma parte muito marginal do número de transações em Portugal, mesmo em Lisboa ou no Porto.

De que forma o mercado está a mudar, mesmo com a subida das transacções de casas? 

O mercado imobiliário residencial está a estabilizar, e antecipamos que este ciclo expansionista esteja a chegar ao fim. Actualmente, o aumento das transacções e dos preços é uma realidade, quase exclusiva, dos mercados periféricos das duas principais áreas metropolitanas, e das cidades secundárias.

As transacções de imóveis residenciais usados tendem a diminuir, porque nos últimos anos foi escoado o stock existente. Actualmente, a nova construção, sobretudo a obra nova direccionada para a classe média, é a que apresenta maior potencial de crescimento. A própria procura internacional já está a ampliar o seu perímetro de  pesquisa para outras regiões, até 150 km do centro das principais cidades do País, e as expectativas de investimento dos clientes internacionais focam-se em imóveis até 300.000 euros.

De que forma o fim dos vistos gold nas cidades de Lisboa e Porto podem afectar o mercado nestas cidades e periferias?

Os Contudo, a mensagem que se transmite ao mercado - tanto nacional e, sobretudo, internacional - com esta medida vai claramente afectar a confiança dos investidores, e não vai resolver o problema dos preços.

Já se verifica um abrandamento na subida dos preços mas podem mesmo baixar nestas regiões?

No mercado de imóveis usados sim, mas não está relacionado com esta medida. É algo que a marca Century 21 Portugal refere já algum tempo. A subida da taxa de esforço para comprar ou arrendar uma casa, em Lisboa ou no Porto, está a desviar a procura para outras zonas e o aumento da oferta de obra nova está a obrigar os proprietários dos imóveis usados a serem mais realistas na definição do preço dos seus imóveis. Em 2019, a diferença entre o asking price e o closing price nos usados registou uma redução média de 16%.

Os resultados mostram já algum dinamismo em regiões mais do interior. É possível que no futuro com os incentivos prometidos podem alterar as dinâmicas do mercado nessas zonas interiores do país?

Sim. Apesar de, em níveis absolutos, a AML irá sempre predominar em termos de procura  e registar uma concentração cada vez maior de população. Mas existe uma clara oportunidade para promover as diferentes regiões turísticas de Portugal, e estimular alguns sectores da economia, sobretudo indústria, a fixarem-se nestas regiões do interior.

Como a Century 21 está a posicionar para estas alterações?

O mercado e a sociedade, hoje mais que nunca, estão em permanente mudança. A marca Century 21 tem uma presença nacional e muito transversal. O nosso principal foco é o conhecimento profundo dos consumidores e das suas reais expectativas e necessidades, para podermos adaptar rapidamente as nossas orientações, e para dar uma resposta efectiva às necessidades de quem procura vender, comprar ou arrendar habitação.

Estamos cada vez mais a apostar num serviço completo, de 360º, para ir ao encontro das crescentes exigências dos consumidores. Um exemplo desta estratégia foi a iniciativa que desenvolvemos para que toda a nossa rede de lojas fosse registada pelo Banco de Portugal como intermediários de crédito, para podermos apoiar os clientes também neste processo fundamental para aceder a uma habitação. 

http://www.diarioimobiliario.pt/Actualidade/Century-21-Transaccoes-aumentaram-6-em-2019-e-o-arrendamento-com-uma-subida-historica-de-19

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