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Crédito à habitação aproxima-se dos 10 mil milhões de euros até Maio

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Crédito à habitação aproxima-se dos 10 mil milhões de euros até Maio

31 de julho de 2026

O sector da construção e do mercado habitacional manteve uma trajectória positiva nos primeiros cinco meses de 2026, apesar de alguns sinais de abrandamento ao nível do licenciamento de projectos. O mais recente relatório de Indicadores Avançados de Produção da AICCOPN revela um crescimento do consumo de cimento, um aumento do número de novos fogos licenciados e uma forte dinâmica no crédito à habitação, refletindo a resiliência da actividade imobiliária.

Até ao final de Maio, o consumo de cimento atingiu 1,713 milhões de toneladas, o que representa um crescimento homólogo de 4,6%, indicador frequentemente utilizado como termómetro da atividade no setor da construção.

Novos fogos licenciados continuam a aumentar

Apesar da redução do número de projectos aprovados, o licenciamento de novas habitações manteve uma evolução positiva.

Nos primeiros cinco meses do ano foram licenciados 8.350 projectos de construção e reabilitação habitacional, menos 7,4% do que no período homólogo. Em contrapartida, o número de fogos licenciados em construções novas aumentou 3%, totalizando 18.649 alojamentos, prolongando a recuperação já observada no mês anterior.

Crédito à habitação mantém forte crescimento

O financiamento à compra de casa continua igualmente a apresentar um desempenho robusto. Entre Janeiro e Maio, o montante de novo crédito à habitação, excluindo renegociações, ascendeu a 9.969 milhões de euros, traduzindo um crescimento homólogo de 10,8%.

Esta evolução ocorreu num contexto de estabilização das taxas de juro, que se mantiveram em níveis inferiores a 3,1%, favorecendo a procura por financiamento.

Avaliação bancária continua a subir

O relatório mostra ainda que a valorização das habitações permanece significativa. Em maio, o valor mediano da avaliação bancária aumentou 17,1% face ao mesmo mês de 2025, impulsionado sobretudo pelo segmento dos apartamentos, cuja valorização atingiu 20%, enquanto as moradias registaram uma subida de 13%.

Alentejo regista ligeira quebra no licenciamento

Na análise regional, o Alentejo apresentou uma evolução mais moderada. Nos 12 meses terminados em maio de 2026 foram licenciados 946 fogos em construções novas, menos 2% do que no período homólogo anterior. Do total de habitações licenciadas na região, 35% correspondem a tipologias T3, seguindo-se os T2 (26%), T4 ou superiores (24%) e T0/T1 (15%).

No conjunto, os indicadores da AICCOPN apontam para um mercado da habitação que continua sustentado por uma procura dinâmica e pelo crescimento do crédito, apesar de alguma desaceleração no ritmo de aprovação de novos projectos, reflectindo um contexto de maior selectividade no desenvolvimento da actividade imobiliária.