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Centros de dados, habitação e solo ganham peso no investimento imobiliário europeu

 

Centros de dados, habitação e solo ganham peso no investimento imobiliário europeu

24 de setembro de 2026

Os centros de dados, a habitação e o solo estão a assumir um papel crescente nas estratégias de investimento imobiliário na Europa, num contexto marcado pela digitalização, escassez de oferta residencial e transformação das cidades. As tendências estiveram em análise no The District 2026, que decorre em Madrid.

Os centros de dados destacam-se entre os segmentos em expansão, impulsionados pelo crescimento da inteligência artificial, da computação e do volume de informação digital. Os participantes no encontro consideraram estas infraestruturas cada vez mais relevantes para o investimento imobiliário e para o funcionamento da economia digital.

Também o solo voltou ao centro das atenções, sobretudo nas grandes cidades, onde a escassez de terrenos disponíveis condiciona o desenvolvimento de novos projetos. Os especialistas defenderam maior articulação entre planeamento urbano, infraestruturas, investimento privado e simplificação dos processos administrativos.



Na habitação, o desequilíbrio entre oferta e procura continua a atrair capital para o segmento residencial. O sul da Europa foi apontado como um dos mercados com oportunidades de investimento, embora os elevados custos de construção, os processos de licenciamento e a necessidade de aumentar a oferta de habitação acessível permaneçam entre os principais desafios.

No retalho, os investidores estão a privilegiar ativos bem localizados e capazes de se adaptar à integração dos canais físicos e digitais. Na logística, a procura mantém-se, mas fatores como localização, eficiência energética, flexibilidade dos espaços e qualidade dos inquilinos assumem maior importância.

Os escritórios continuam igualmente a captar investimento, apesar das alterações introduzidas pelos novos modelos de trabalho. A procura concentra-se sobretudo nos edifícios de maior qualidade, bem localizados, eficientes e com serviços adequados às novas exigências dos ocupantes.

Os especialistas reunidos no The District consideram, assim, que o mercado imobiliário europeu está a tornar-se mais diversificado, combinando ativos tradicionais com segmentos associados à digitalização e às novas necessidades urbanas.