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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020
Escritórios

Procura no mercado de arrendamento de escritórios em Lisboa continua alta

14 de janeiro de 2020

A procura no mercado de arrendamento de escritórios em Lisboa continua muito dinâmica, com empresas de todas as dimensões à procura das melhores condições, tanto no caso de novas empresas como naquelas que querem expandir instalações.

Segundo o último relatório da consultora Worx, em 2019 registou-se um valor total de take up próximo dos 195.000 m², um valor estabilizado em relação a 2018, justificado pela falta de oferta de escritórios. Assim, apesar da procura continuar elevada, não existem edifícios suficientes no mercado para responder. As zonas 1 (prime CBD) e 5 (Parque das Nações) destacam-se pelas transacções pontuais – dois edifícios na zona 1 e um edifício na zona 5 – terem tido um peso de 45% e 60%, respectivamente, no total das zonas. Adicionalmente, destacam-se quando comparamos as performances de take up: são as únicas zonas que, em 2019, superaram os valores de absorção de 2018, crescendo 50% e 80% respectivamente.

A procura no mercado de arrendamento de escritórios em Lisboa continua muito dinâmica, com empresas de todas as dimensões à procura das melhores condições, tanto no caso de novas empresas como no caso de empresas existentes em expansão das suas instalações.

A vacancy rate foi descendo gradualmente ao longo dos trimestres de 2019, fechando o ano abaixo dos 5%. Não se prevê uma estabilização ou subida da vacancy rate em 2020, perante um cenário de oferta nova muito escassa em desequilíbrio com os níveis de procura que o mercado tem registado. Quanto à prime rent, fechou o ano nos 25 euros/m2/mês, segundo divulgação da Worx.

Pedro Salema Garção, Head of Agency da Worx, salienta que “devido à escassez de oferta nova, o ano de 2020 continua a ser um ano de oportunidade para escoar os escritórios usados. É necessário ter em conta que os edifícios de escritórios reabilitados não podem ter valores iguais aos escritórios novos planeados para 2021/2022. Caso contrário, não será aproveitada a oportunidade para escoar os escritórios usados, uma vez que as empresas optarão por aguardar um a dois anos e seleccionarem um escritório com condições mais eficientes ao mesmo custo”.

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