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41.270 fogos permaneceram no papel sem avançar para construção nos últimos 2 anos

 

41.270 fogos permaneceram no papel sem avançar para construção nos últimos 2 anos

6 de março de 2026

Em 2024 e 2025 deram entrada nas autarquias do país pedidos de licenciamento para 114.050 novos fogos. Deste universo, apenas 64%, num total de 72.800 habitações, foram licenciadas e entraram em obra, ficando em suspenso 36% da oferta potencial, correspondente a 41.270 fogos.

De acordo com a Confidencial Imobiliário, o volume de oferta por concretizar neste biénio mais do que duplicou face ao período de 2022-2023, quando ficaram em suspenso 18.300 habitações. Apesar deste aumento significativo do stock de projectos não concretizados (+125%), nesse período a proporção de fogos por concretizar era menor no conjunto do pipeline. Entre 2022 e 2023, os fogos que não avançaram representavam 23% da carteira de 78.600 habitações com pedido de licenciamento. Nesse biénio, 77% da oferta projectada – num total de 60.300 fogos - foi licenciada e avançou para construção.

Em termos regionais, a Área Metropolitana de Lisboa apresenta o maior desfasamento entre o número de fogos projectados e os licenciados. Nos anos de 2004 e 2025, 41% da oferta potencial permaneceu por concretizar, o que corresponde a 10.600 fogos. Neste período, foram projetados 25.550 novos fogos, dos quais 59% foram licenciados, num total de 14.950 habitações. Face ao biénio 2022-2023, o número de fogos projetados que permanece em suspenso aumentou 88%, já que nesse período ficaram 5.650 fogos por concretizar, representando 30% dos 18.600 então projetados. Cerca de 13.000 fogos foram licenciados e avançaram para construção na região metropolitana de Lisboa em 2022-2023.

Na Área Metropolitana do Porto, os últimos dois anos registaram pedidos de licenciamento para 25.530 novos fogos, dos quais 72% foram licenciados e avançaram para obra, correspondendo a 18.400 unidades. Esta actividade deixa, assim, 28% da oferta potencial – cerca de 7.130 fogos – por concretizar. Apesar deste resultado, a região apresenta, contudo. o desempenho mais penalizado face ao do biénio anterior, quando a totalidade dos 15.500 fogos projetados foram licenciados e avançaram para obra.

Os dados referentes aos fogos projectados são apurados pela Confidencial Imobiliário no âmbito do Pipeline Imobiliário, que recorre aos pré-certificados energéticos da ADENE para contabilização dos pedidos de licenciamento. Os indicadores relativos aos fogos licenciados têm como fonte o Instituto Nacional de Estatística - INE.