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Preço das rendas afasta-se dos máximos históricos após quatro meses de descidas

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Preço das rendas afasta-se dos máximos históricos após quatro meses de descidas

2 de junho de 2026

Os preços das casas para arrendar em Portugal registaram uma descida homóloga de 2,9% em maio, reforçando uma tendência de abrandamento que se verifica há quatro meses consecutivos. De acordo com o índice de preços do idealista, o valor mediano das rendas fixou-se nos 16,3 euros por metro quadrado (€/m²), afastando-se do máximo histórico de 17 €/m² alcançado em Outubro de 2025.

A trajectória descendente do mercado de arrendamento tem vindo a consolidar-se desde o início do ano, após quedas de 1,9% em Janeiro, 1,4% em Fevereiro, 1,2% em Março e 2,7% em Abril.

Apesar da descida nacional, o comportamento dos preços continua a revelar fortes diferenças entre regiões e cidades. Entre as capitais de distrito e regiões autónomas analisadas, 11 registaram aumentos anuais das rendas, com destaque para Viana do Castelo (17,5%), Castelo Branco (14,8%), Faro (11,2%) e Funchal (10,8%).

No sentido oposto, os maiores recuos foram observados em Viseu (-8,4%), Porto (-7,7%), Lisboa (-2,7%) e Braga (-0,9%).

Lisboa mantém-se, ainda assim, como a cidade mais cara para arrendar habitação, com um valor mediano de 21,8 €/m². Seguem-se o Funchal (16,9 €/m²) e o Porto (16,4 €/m²), enquanto Faro surge na quarta posição, com 14,6 €/m².

Interior ganha expressão

A análise por distritos mostra que os preços das rendas aumentaram em 13 dos 19 territórios analisados. As maiores subidas registaram-se em Évora (14%), Viana do Castelo (10,1%), Madeira (8,7%), Castelo Branco (7,9%) e Beja (6,8%).

Por outro lado, os maiores recuos ocorreram na Guarda (-14,3%), Coimbra (-11,6%), Viseu (-6%), Porto (-5,9%) e Lisboa (-2,2%).

Os dados evidenciam uma crescente valorização dos mercados do interior, onde os preços continuam significativamente abaixo dos grandes centros urbanos, mas registam ritmos de crescimento superiores à média nacional.

Lisboa continua a liderar preços

Ao nível dos distritos e regiões autónomas, Lisboa continua a ser o mercado mais caro para arrendar casa, com um preço mediano de 20 €/m². Seguem-se a Madeira (16 €/m²) e Faro (15,4 €/m²).

Já os mercados mais acessíveis continuam a localizar-se na Guarda (6 €/m²), Portalegre (6,7 €/m²) e Viseu (7,2 €/m²).

Açores lideram subida entre regiões

A análise regional revela que os preços das rendas aumentaram em quatro das sete regiões do país. Os Açores registaram a maior valorização anual, com uma subida de 12,5%, seguidos do Alentejo (9,3%), Madeira (8,8%) e Algarve (1,5%).

Em contrapartida, as rendas recuaram no Norte (-6,4%), Centro (-2,4%) e Área Metropolitana de Lisboa (-2,2%).

Apesar da descida, a Área Metropolitana de Lisboa continua a liderar o ranking das regiões mais caras para arrendar habitação, com um valor mediano de 19,4 €/m². Seguem-se a Madeira (16 €/m²) e o Algarve (15,4 €/m²).

Os dados sugerem que o mercado de arrendamento está a entrar numa fase de maior estabilização após vários anos de forte pressão sobre os preços. Ainda assim, as diferenças regionais permanecem significativas, com algumas zonas do interior e regiões autónomas a registar crescimentos expressivos, impulsionados pela escassez de oferta e pela procura crescente por alternativas aos grandes centros urbanos.