Logo Diário Imobiliário
CONSTRUÍMOS
NOTÍCIA
Brain PowerHaierJPS Group 2024Porta da Frente
Actualidade
Reportagem sobre barracas na área de Lisboa vence Prémio Literário Orlando Gonçalves

 

Reportagem sobre barracas na área de Lisboa vence Prémio Literário Orlando Gonçalves

19 de agosto de 2026

A reportagem "Barracas na área de Lisboa: o regresso de um problema que nunca desapareceu", da jornalista Teresa Serafim, com fotografia de Daniel Rocha, infografia de Francisco Lopes e vídeo de Joana Gonçalves, venceu a 29.ª edição do Prémio Literário Orlando Gonçalves, este ano atribuído na modalidade de Jornalismo. O anúncio foi feito pela Câmara Municipal da Amadora, entidade que institui o galardão.

O trabalho premiado

A reportagem, publicada no jornal Público, retrata a situação actual dos núcleos de construção ilegal e precária conhecidos como "bairros de barracas" na Área Metropolitana de Lisboa (AML). O trabalho combina uma análise aos resultados do Programa Especial de Realojamento, que prometia acabar com as barracas, com um levantamento do presente, percorrendo bairros nos concelhos de Almada, Amadora e Loures e inquirindo as 18 autarquias da AML. Segundo a organização do prémio, o trabalho evidencia que, apesar dos progressos alcançados, persistem núcleos por resolver e surgiram outros nos últimos anos.



Imagem gerada por IA



O processo de seleção

Concorreram ao prémio 26 trabalhos, avaliados por um júri composto pela jornalista do Público Ana Cristina Pereira, vencedora do galardão em 2024, em representação da Câmara Municipal da Amadora, pelo poeta Tiago Torres da Silva, em representação da Sociedade Portuguesa de Autores, e pela jornalista da agência Lusa Susana Venceslau, em representação do Sindicato dos Jornalistas.

O júri foi unânime na escolha do trabalho vencedor, considerando que este "faz um retrato histórico da 'tentativa' de erradicação das barracas na Área Metropolitana de Lisboa nos anos 90 do século XX, relacionando-o com o ressurgimento dessa realidade na actualidade e com a crise de habitação com que a capital se depara". Segundo o júri, o texto "cumpre todos os requisitos do prémio em questão: aborda um problema social premente, com incidência local", conjugando "o exercício de memória com a actualidade", com destaque para os direitos humanos e o exercício da democracia.

Os autores

Teresa Serafim é jornalista no Público desde 2016, licenciada em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (UNL), onde concluiu também um mestrado em Estudos Portugueses. Daniel Rocha é repórter fotográfico no mesmo jornal desde 1992, licenciado em Antropologia pela UNL e em Fotografia pelo Ar.Co, tendo já recebido vários prémios. Francisco Lopes é jornalista e infografista no Público desde 2016, com diversos prémios nacionais e internacionais na área da infografia. Joana Gonçalves integra os quadros do jornal desde 2022, tendo iniciado a carreira em 2018 na Rádio Renascença e passado ainda pelas redações do Expresso e da SIC.

O prémio

Dotado de 5.000 euros, o Prémio Literário Orlando Gonçalves é atribuído bienalmente, alternando entre as modalidades de Ficção Narrativa e Jornalismo. O galardão foi instituído em 1998 pela Câmara Municipal da Amadora com o objectivo de homenagear a memória do escritor e jornalista Orlando Gonçalves e incentivar a produção literária em língua portuguesa. O primeiro vencedor, nesse mesmo ano, na modalidade de Jornalismo, foi Ana Margarida Carvalho, com "Filhos da Clandestinidade". No ano passado, o prémio, na modalidade de Ficção Narrativa, foi atribuído a Ricardo Franco, pelo livro "Inspetor Chavarino: caixa de cisne".

A entrega do prémio está marcada para o dia 12 de Setembro, às 11h00, na Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, no âmbito da 11.ª edição da Festa do Livro.

DI/Lusa