
Imagem gerada por IA
Preços da habitação sobem 16,5% no 2.º trimestre, com casas existentes a subir mais do que as novas
O Índice de Preços da Habitação (IPHab) registou, no segundo trimestre de 2026, uma variação homóloga de 16,5%, menos 1,3 pontos percentuais do que no trimestre anterior, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística. No período em análise, os preços das habitações existentes subiram a um ritmo mais acentuado do que os das habitações novas — 18,0% e 12,3%, respetivamente.
Variação trimestral
Face ao primeiro trimestre de 2026, o IPHab cresceu 3,6%, um valor ligeiramente inferior aos 3,8% registados entre janeiro e março. Por categoria, os preços dos alojamentos existentes subiram 3,6% no trimestre, uma variação próxima da observada nos alojamentos novos (3,5%).
Menos transações, mas valor global mais elevado
Entre abril e junho de 2026, foram transacionadas 40.142 habitações, uma diminuição de 6,4% face ao mesmo período de 2025. Apesar da quebra no número de transações, o valor total dos alojamentos transacionados aumentou: fixou-se em 10,7 mil milhões de euros, mais 4,2% do que no trimestre homólogo — um sinal de que, embora se tenham vendido menos casas, o valor médio das transações subiu significativamente.
Perfil dos compradores
As famílias continuam a dominar o mercado, tendo adquirido 34.935 habitações no trimestre, o equivalente a 87,0% do total transacionado, num montante global de 9,3 mil milhões de euros (86,6% do valor total).
Já os compradores com domicílio fiscal fora de Portugal adquiriram 1.890 alojamentos no segundo trimestre, correspondentes a 4,7% do total — uma redução homóloga de 10,3% face ao mesmo período do ano anterior.















